Diferença entre Ética e Moral
Ética e moral são temas relacionados, mas são diferentes, porque moral se fundamenta na obediência a normas, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos e a ética, busca fundamentar o modo de viver pelo pensamento humano.
Na filosofia, a ética não se resume à moral, que geralmente é entendida como costume, ou hábito, mas busca a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver; a busca do melhor estilo de vida. A ética abrange diversos campos, como antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, política, e até mesmo educação física e dietética.
Concluindo:
A moral é norma, regra, lei de conduta de um grupo, visa exclusivamente aos fins (para a moral, os fins justificam os meios).
A ética é uma crítica, uma reflexão, um juízo sobre essa norma, realizado pela consciência do bem, um juízo orientado pela Virtude. Uma proposição do dever-ser humano. Sua finalidade maior é o bem, a virtude, e a felicidade pela garantia da integralidade humana: (física, mental, de consciência e liberdade).
Leia o restante em:
Fonte: https://sites.google.com/site/filosofiapopular/home/westerley-santos/distincao-entre-etica-e-moral
******
Reflexão minha sobre o tema (posso estar equivocado)
A ética visa o bem, o que é correto, justo, independente de valores morais, ou leis.
Nem sempre a moral e a lei são éticas (justas, dignas).
Exemplo de conflitos entre moral e ética.
Era moralmente aceitável e legal (lei) possuir escravos no Brasil. Do ponto de vista moral e legal um proprietário de escravos estava agindo dentro das normas, leis, costumes, tradições da sociedade da época. Não estava fazendo nada reprovável socialmente.
Mas do ponto de vista ético estava cometendo uma ação hedionda. Estava causando a outro ser humano uma existência miserável, impedindo-o de ter uma vida digna, voltada para busca do bem maior merecido por qualquer ser humano.
Tolhiam de outros seres humanos, aquilo que eles próprios (proprietários de escravos) buscavam para si e que consideravam um direito inalienável de suas próprias pessoas.
Resumindo, a ética busca avaliar se a moral é a mais correta, a mais justa, aquela que promove o bem estar de todos, ou ao menos é aquela que mais se aproxima desse propósito. O propósito da ética é nortear os valores morais e por conseguinte a lei, para a justiça no seu sentido mais amplo e nobre, que é proporcionar uma vida digna, justa e mais feliz possível à todos.
Ética é fazer o que é correto mesmo que vá contra a moral e a lei.
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Outros duas amostras da diferença entre ética e moral, usando Maomé e Rosa Parks como exemplos:
http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=68
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domingo, 4 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A ética
a_ética
" _ Para de falar nessa porra de ética!!! "

Aviso!!, o texto abaixo contem Spoiler sobre o curta-metragem "A_Ética"
[ Spoiler é uma palavra inglesa que vem do verbo "spoil", estragar. Pode ser traduzida como "estraga-prazeres" ou "desmancha-prazeres" (sendo este mais comum em Portugal), e é usada para definir revelações de fatos importantes da trama de filmes, televisão, livros e jogos.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler ]
a_ética é o primeiro filme dirigido por Pablo Villaça, critico de cinema, criador e editor do site cinemaemcena.com.br
É um curta-metragem.
A trama gira em torno de um assassino profissional e seu código de ética. Que consiste basicamente em sempre honrar o contratado com seu " empregador " , ou seja, matar a vítima que foi contratado para executar.
Porém para garantir que sempre terá novos " serviços ", ele faz um joguinho psicológico com sua vítima de modo que essa o contrate para matar o alcagüete que delatou o seu esconderijo. E assim mantem "a roda girando"



A idéia é boa. Pablo Villaça, não cria um drama de suspense eletrizante, daqueles que te fazem se aproximar da tela com os músculos retezados e tenso aguardando o que irá ocorrer em seguida, mas consegue contar de forma não enfadonha a sua própria história, visto que ele também é o autor do roteiro/argumento. A curta duração da obra, 15 minutos, também contribui para que a mesma não se torne monôtona, muito embora isso contribua para uma certa inverossimilhança.
O maior problema do projeto, reside em seus dialogos. Soa extremamente pedante o dialogo inicial do assassino sobre a ética e todas as falas em geral me soaram artificiais, principalmente no início. A medida que o filme corre os dialogos soam um pouco mais naturais. Não culpo os atores pela artificialidade dos dialogos, mas aos próprios dialogos em si. É exasperante a insistência com que o assassino repete a palavra "ética". Tanto que em um dado momento a própria vítima (Pablo?), se exaspera e grita ao assassino que: "Pare de falar nessa porra de ética!!"
E nunca há um clima de tensão convincente, de terror diante de uma situação como aquela. Em nenhum momento a vítima me convenceu de que realmente temia morrer e nem o assassino me convenceu de que realmente mataria sua presa. E a passagem de tempo não fica clara, dando a impressão que que a vítima resigna-se com seu destino muito rapidamente. E creio que um psiquiatra (principalmente um psiquiatra) não se conformaria tão rapidamente e procuraria dobrar seu inimigo.
A direção é adequada a história que se está contando. Não empolga, mas também não compromete a historia sendo contada. Cumpre bem seu papel de contadora da história.
Em suma, Pablo Villaça não se igualou a Orson Wells criando logo de cara o seu "Citzen Kane", mas tem potencial. Com mais recursos ao seu dispor e um profissional para polir melhor os dialogos, poderá nos trazer excelentes obras cinematográficas.

Enfim, não é uma obra perfeita, mas vale a pena ser vista, pela idéia em si que é interessante e por ser contada adequadamente.

Ficha técnica:
A_Ética
Ano de produção: 2008
País: Brasil
Duração: 15 minutos
Elenco: Carlos Magno Ribeiro, Ílvio Amaral, Jota Dângelo.
Direção e roteiro: Pablo Villaça
Produção: Ioná Nogueira, Maurício Canguçu
Fotografia: Marco Aurélio Ribeiro
Montagem: Carlos Canela
Música: Felipe Fantoni, Márcio Brant
Figurinos: Ana Lima Souza
Assistente de Direção: Pedro Silveira
Assistente de Fotografia: Diogo Lisboa
Assistentes de Produção: Rafaella Fantauzzi, Euber Silva, Marcos China, Carlos Magno Ribeiro
Som Direto: Eduardo Teixeira
Design gráfico: Jeanne Oliveira
Still: Gabriel A. Karam
Continuísta: Pedro Silveira
Maquiagem: Freddy Mozart
Câmera: Marco Aurélio Ribeiro, Diogo Lisboa
Making of: Daniel Good God
Tradução: Bruno Carvalho
" _ Para de falar nessa porra de ética!!! "

Aviso!!, o texto abaixo contem Spoiler sobre o curta-metragem "A_Ética"
[ Spoiler é uma palavra inglesa que vem do verbo "spoil", estragar. Pode ser traduzida como "estraga-prazeres" ou "desmancha-prazeres" (sendo este mais comum em Portugal), e é usada para definir revelações de fatos importantes da trama de filmes, televisão, livros e jogos.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler ]
a_ética é o primeiro filme dirigido por Pablo Villaça, critico de cinema, criador e editor do site cinemaemcena.com.br
É um curta-metragem.
A trama gira em torno de um assassino profissional e seu código de ética. Que consiste basicamente em sempre honrar o contratado com seu " empregador " , ou seja, matar a vítima que foi contratado para executar.
Porém para garantir que sempre terá novos " serviços ", ele faz um joguinho psicológico com sua vítima de modo que essa o contrate para matar o alcagüete que delatou o seu esconderijo. E assim mantem "a roda girando"



A idéia é boa. Pablo Villaça, não cria um drama de suspense eletrizante, daqueles que te fazem se aproximar da tela com os músculos retezados e tenso aguardando o que irá ocorrer em seguida, mas consegue contar de forma não enfadonha a sua própria história, visto que ele também é o autor do roteiro/argumento. A curta duração da obra, 15 minutos, também contribui para que a mesma não se torne monôtona, muito embora isso contribua para uma certa inverossimilhança.
O maior problema do projeto, reside em seus dialogos. Soa extremamente pedante o dialogo inicial do assassino sobre a ética e todas as falas em geral me soaram artificiais, principalmente no início. A medida que o filme corre os dialogos soam um pouco mais naturais. Não culpo os atores pela artificialidade dos dialogos, mas aos próprios dialogos em si. É exasperante a insistência com que o assassino repete a palavra "ética". Tanto que em um dado momento a própria vítima (Pablo?), se exaspera e grita ao assassino que: "Pare de falar nessa porra de ética!!"
E nunca há um clima de tensão convincente, de terror diante de uma situação como aquela. Em nenhum momento a vítima me convenceu de que realmente temia morrer e nem o assassino me convenceu de que realmente mataria sua presa. E a passagem de tempo não fica clara, dando a impressão que que a vítima resigna-se com seu destino muito rapidamente. E creio que um psiquiatra (principalmente um psiquiatra) não se conformaria tão rapidamente e procuraria dobrar seu inimigo.
A direção é adequada a história que se está contando. Não empolga, mas também não compromete a historia sendo contada. Cumpre bem seu papel de contadora da história.
Em suma, Pablo Villaça não se igualou a Orson Wells criando logo de cara o seu "Citzen Kane", mas tem potencial. Com mais recursos ao seu dispor e um profissional para polir melhor os dialogos, poderá nos trazer excelentes obras cinematográficas.

Enfim, não é uma obra perfeita, mas vale a pena ser vista, pela idéia em si que é interessante e por ser contada adequadamente.

Ficha técnica:
A_Ética
Ano de produção: 2008
País: Brasil
Duração: 15 minutos
Elenco: Carlos Magno Ribeiro, Ílvio Amaral, Jota Dângelo.
Direção e roteiro: Pablo Villaça
Produção: Ioná Nogueira, Maurício Canguçu
Fotografia: Marco Aurélio Ribeiro
Montagem: Carlos Canela
Música: Felipe Fantoni, Márcio Brant
Figurinos: Ana Lima Souza
Assistente de Direção: Pedro Silveira
Assistente de Fotografia: Diogo Lisboa
Assistentes de Produção: Rafaella Fantauzzi, Euber Silva, Marcos China, Carlos Magno Ribeiro
Som Direto: Eduardo Teixeira
Design gráfico: Jeanne Oliveira
Still: Gabriel A. Karam
Continuísta: Pedro Silveira
Maquiagem: Freddy Mozart
Câmera: Marco Aurélio Ribeiro, Diogo Lisboa
Making of: Daniel Good God
Tradução: Bruno Carvalho
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