domingo, 11 de maio de 2014
12 anos de escravidão - Religiões
Assistir a um filme como "12 anos de escravidão"; ótimo filme diga-se; só me torna mais convencido de quanto as religiões e seus respectivos livros "sagrados" podem ser perniciosos à humanidade. A despeito de ser uma obra de ficção (mesmo que baseada em uma história real) hollywoodiana, sujeita a todos seus defeitos/vícios (e qualidades, também), retrata muito bem como se pode fazer um mal extremo a seu semelhante e ainda assim se convencer que está correto, que se é uma pessoa do bem, justa, amorosa..., já que o livro "sagrado" (sempre entre aspas, pois de sagrado, divino, "de Deus", não tem nem uma vírgula), não só concorda com a escravidão (e negros não são os únicos povos que sofreram/sofrem esse mal), como até possui regras para espancamento dos mesmos:
"Se um homem ferir seu escravo ou sua escrava com um bastão, de modo que ele morra sob sua mão, será punido.
Se o escravo, porém, sobreviver um dia ou dois, não será punido, porque ele é propriedade do seu senhor."
Êxodo 21:20-21 - VT
E inclusive o Novo Testamento (que fanáticos religiosos gostam de enfatizar que é o que vale agora) também aprova a escravidão:
"Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus.
Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente."
1 Pedro 2:18-19 - NT
Há "trocentos" outros trechos aprovando a escravidão na bíblia, basta QUERER encontra-los.
Ah! Estão fora de contexto, são metáforas, parábolas, deve se observar a cultura, valores da época, têm que saber interpretar... blá, blá, blá,... mimimi... Somente quando lhes convêm, né!?
Sem contar que interpretar pra esse povo é sinônimo de adulterar, distorcer, até que uma mentira se torne uma verdade, até que algo inaceitável em qualquer tempo, cultura, lugar, passe a ser aceitável.
Em que contexto, tempo, cultura, lugar, assassinar crianças, inclusive de peito, ou seja, ainda praticamente bebês, mamando, é correto, aceitável, divinamente inspirado?!?
Além de outras atrocidades contidas, ordenadas, agradáveis ao Deus bíblico, que supostamente é um Deus justo, amoroso e misericordioso.
Pena que muito provavelmente não verei o tempo em que todas as pessoas perceberão que não existem livros sagrados, que a bíblia e demais livros "sagrados" são única e exclusivamente obras de homens, e que não são a palavra de Deus, ou por ele inspiradas, de modo a conter sua Verdade absoluta.
A menos que Ele seja um carrasco tirano, sádico, homofóbico, assassino (inclusive de crianças), prepotente, machista, misógino, belicoso, mau-humorado, intolerante, vaidoso, bipolar, falível; em suma, com todas as falhas e vícios/virtudes humanas.
"1 Samuel 15
"1 Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; ouve, pois, agora as palavras do Senhor.
2 Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a Amaleque por aquilo que fez a Israel quando se lhe opôs no caminho, ao subir ele do Egito.
3 Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e o destrói totalmente com tudo o que tiver; não o poupes, porém matarás homens e mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos."
[imaginem a cena: uma inocente criança de peito em seu leito (quem sabe até seu filho(a)), e de repente chega um "homem de Deus", e sob às ordem desse Deus ("amoroso e justo") enfia lhe a espada pelo corpinho ?! Justo, né? Afinal ele está cumprindo ordens de Deus. Pega-las e adota-las, visto que os pais serão assassinados, mesmo; nem passa pela mente desse Deus "amoroso, né!?]. "
A Bíblia não passa de um livro escritos por homens, que o atribuíram a Deus (divinamente inspirado).
A bíblia, foi escrita (e reescrita) por homens e editadas ao longo dos anos a seu bel-prazer, interesses/desonestidade, loucuras/demências e ciências/ignorâncias. Contem inúmeras contradições, relatos de atrocidades e preconceitos "ordenados" pelo próprio Deus. Busque pela internet e descobrirá várias, ou leia com atenção e sem fanatismo, e compare trechos/afirmações da própria bíblia.
Enfim, Bíblia não passa de uma coletânea de mitos, crendices, superstições, e que vem sendo adulterada gradativamente para se adaptar às descobertas que ela não pode depois de inúmeras evidencias refutar.
Vem sendo "interpretada", também, de modo a se adaptar aos valores que nós, humanidade, vamos adotando, a medida que evoluímos eticamente.
Um exemplo (que infelizmente não possuo a fonte aqui agora) é o significado da palavra efeminado (ou afeminado) nesse trecho de 1º Corintios, no Novo Testamento:
"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?
Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus."
1 Coríntios 6:9-10 - NT
Pois bem, vi em um site, um religioso, que se diz estudioso da bíblia e estudioso dos idiomas originais da Bíblia, que essa palavra "efeminado", na verdade foi mal traduzida do original (hebraico, aramaico, latim... não me lembro. Pena que perdi a fonte dessa interpretação; se encontrá-la postarei-a), e não tem esse significado que hoje atribuímos à palavra. Mas, significaria alguém não confiável, traiçoeiro, falso...
Então, tá... Continuem tentando... Quem sabe um dia a Bíblia ainda se torne um livro decente e que possa servir de modelo ético.
Leiam no link abaixo a crítica de Pablo Villaça ao filme "12 anos de escravidão":
http://www.cinemaemcena.com.br/plus/modulos/filme/ver.php?cdfilme=11715
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
This is it - Michael Jackson
" The king is (yet) the best " :)

Adianto que sou fã de Michael Jackson, desde minha adolescência, então esta "analise" não será feita com a razão e sim com a emoção.
Acabei de ver "This is it", o documentário que mostra os bastidores do ensaio para a série de shows, de mesmo nome, que seria feita em Londres, mas que infelizmente devido a morte de MJ, não se realizaram.
Não vou perder tempo discutindo (ad nausean), a polemica vida pessoal do astro.
O documentário em si oferece aos fãs uma boa oportunidade de presenciar MJ criando, ensaiando, interagindo com sua equipe, e até "batendo" boca com alguns.
Provavelmente tudo devidamente filtrado, para não torna-lo uma figura antipática.
Há também um claro cuidado para não exibir seu rosto de forma clara, plenamente visível, em "close". Acredito até que isso tenha sido ordem do próprio Jackson. Em geral seu rosto está sempre sob sombras ou em um plano distante. Triste e irônico pensar que ele que, quando adolescente, e inicio da vida adulta, se envergonhava do próprio rosto/aparência, e que a tantas cirurgias se submeteu, com intuíto de ser belo (por mais subjetivo que esse conceito seja), tenha no fim das contas ficado com uma aparência considerada pela maioria, bizarra, que por fim, em minha opinião, o envergonhava. Pessoalmente acho que ele era um negro bonito e acabou se tornando um branco bizarro, esquisito. Mas divago.
Ele está nitidamente se poupando, deixando para dar o máximo nos Shows. O que é uma pena, para nós fãs, que gostariamos de ve-lo "destruindo" o palco, como só ele era capaz. O que não quer dizer que sua performance seja decepcionante. Nada disso. Há ainda bons momentos de dança e música por parte de Michael.
Gostaria de destacar algumas passagens, que particularmente, considero pontos altos do filme.
. Shake_your_body_(down_to_the_ground)
Com os bailarinos arrasando, com coreografias magníficas. Dá vontade de sair dançando enlouquecidamente de imediato. Cara, e os bailarinos!? Que espetáculo. Magníficos, todos eles.
. O dueto de guitarras
. Earth Song
Belíssimo hino em defesa da Terra. Apresentado com belíssimas imagens
. Billie Jean
O que falar da coreografia de Billie Jean??? Que é fantastica? Empolgante? Impossível não acompanhar com alguma parte do corpo, o compasso/batida da canção? Que o "Moonwalk" é (ainda) embasbacante de se ver? Só estaria "chovendo no molhado". Digo apenas que a coreografia/performance de Michael Jackson para essa cançaõ é sua obra prima, e que ele foi aperfeiçoando, acrescentando elementos que só a tornaram mais fantástica, quase sobre-humana. Para mim é algo que não se pode passar por esssa vida sem ter assistido.
Gostaria, também de destacar os bailarinos. Todos estupendos. É um prazer ve-los em ação.
Por fim dizer que é uma pena que não possamos ver o Show final. Pelo que foi mostrado, tem se impressão que seria espetacular. E Michael Jackson aos 50 anos ainda dava um "coro" em muitos "artistinhas" da atualidade, com metade da idade dele.
Aguardo ansiosamente o DVD/Blu-Ray com muito mais do que foi mostrado aqui.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
A ética
" _ Para de falar nessa porra de ética!!! "

Aviso!!, o texto abaixo contem Spoiler sobre o curta-metragem "A_Ética"
[ Spoiler é uma palavra inglesa que vem do verbo "spoil", estragar. Pode ser traduzida como "estraga-prazeres" ou "desmancha-prazeres" (sendo este mais comum em Portugal), e é usada para definir revelações de fatos importantes da trama de filmes, televisão, livros e jogos.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler ]
a_ética é o primeiro filme dirigido por Pablo Villaça, critico de cinema, criador e editor do site cinemaemcena.com.br
É um curta-metragem.
A trama gira em torno de um assassino profissional e seu código de ética. Que consiste basicamente em sempre honrar o contratado com seu " empregador " , ou seja, matar a vítima que foi contratado para executar.
Porém para garantir que sempre terá novos " serviços ", ele faz um joguinho psicológico com sua vítima de modo que essa o contrate para matar o alcagüete que delatou o seu esconderijo. E assim mantem "a roda girando"



A idéia é boa. Pablo Villaça, não cria um drama de suspense eletrizante, daqueles que te fazem se aproximar da tela com os músculos retezados e tenso aguardando o que irá ocorrer em seguida, mas consegue contar de forma não enfadonha a sua própria história, visto que ele também é o autor do roteiro/argumento. A curta duração da obra, 15 minutos, também contribui para que a mesma não se torne monôtona, muito embora isso contribua para uma certa inverossimilhança.
O maior problema do projeto, reside em seus dialogos. Soa extremamente pedante o dialogo inicial do assassino sobre a ética e todas as falas em geral me soaram artificiais, principalmente no início. A medida que o filme corre os dialogos soam um pouco mais naturais. Não culpo os atores pela artificialidade dos dialogos, mas aos próprios dialogos em si. É exasperante a insistência com que o assassino repete a palavra "ética". Tanto que em um dado momento a própria vítima (Pablo?), se exaspera e grita ao assassino que: "Pare de falar nessa porra de ética!!"
E nunca há um clima de tensão convincente, de terror diante de uma situação como aquela. Em nenhum momento a vítima me convenceu de que realmente temia morrer e nem o assassino me convenceu de que realmente mataria sua presa. E a passagem de tempo não fica clara, dando a impressão que que a vítima resigna-se com seu destino muito rapidamente. E creio que um psiquiatra (principalmente um psiquiatra) não se conformaria tão rapidamente e procuraria dobrar seu inimigo.
A direção é adequada a história que se está contando. Não empolga, mas também não compromete a historia sendo contada. Cumpre bem seu papel de contadora da história.
Em suma, Pablo Villaça não se igualou a Orson Wells criando logo de cara o seu "Citzen Kane", mas tem potencial. Com mais recursos ao seu dispor e um profissional para polir melhor os dialogos, poderá nos trazer excelentes obras cinematográficas.

Enfim, não é uma obra perfeita, mas vale a pena ser vista, pela idéia em si que é interessante e por ser contada adequadamente.

Ficha técnica:
A_Ética
Ano de produção: 2008
País: Brasil
Duração: 15 minutos
Elenco: Carlos Magno Ribeiro, Ílvio Amaral, Jota Dângelo.
Direção e roteiro: Pablo Villaça
Produção: Ioná Nogueira, Maurício Canguçu
Fotografia: Marco Aurélio Ribeiro
Montagem: Carlos Canela
Música: Felipe Fantoni, Márcio Brant
Figurinos: Ana Lima Souza
Assistente de Direção: Pedro Silveira
Assistente de Fotografia: Diogo Lisboa
Assistentes de Produção: Rafaella Fantauzzi, Euber Silva, Marcos China, Carlos Magno Ribeiro
Som Direto: Eduardo Teixeira
Design gráfico: Jeanne Oliveira
Still: Gabriel A. Karam
Continuísta: Pedro Silveira
Maquiagem: Freddy Mozart
Câmera: Marco Aurélio Ribeiro, Diogo Lisboa
Making of: Daniel Good God
Tradução: Bruno Carvalho
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Watchmen
[ Aviso! O artigo abaixo contem "spoiler" ]
[ Spoiler
Significado literal:
Spoiler é uma palavra inglesa que vem do verbo "spoil", estragar. Pode ser traduzida como "estraga-prazeres" ou "desmancha-prazeres" (sendo este mais comum em Portugal), e é usada para definir revelações de fatos importantes da trama de filmes, televisão, livros e jogos.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Spoiler ]

Os " Watchmen "; do topo em sentido horário:
Doctor Manhattan, o Comediante, Ozymandias, o segundo Coruja Noturna, Rorschach, Capitão Metropolis (do grupo de Vigilantes " The Minutemen ", e a segunda Espectral.
Arte de Dave Gibbons, colorido por John Higgins.
Com a proximidade da chegada da adaptação de Watchmen as telonas de cinema, resolvi finalmente ler essa famosa história em quadrinhos (ou Graphic Novel, como preferem alguns), obra escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons.
Watchmen é uma série publicada originalmente em doze edições mensais pela editora norte-americana DC Comics entre 1986 e 1987.
Gostei bastante, embora tenha algumas ressalvas que exporei mais adiante.
Alan Moore cria um universo em que pessoas comuns se fantasiam e partem para o combate ao crime. Porém diferentemente dos tradicionais herois de quadrinhos que são 100% honestos e integros e com motivações nobres, os herois de Moore apresentam todas as falhas de caráter inerentes ao ser humano. Alías alguns deles poderiam ser classificados de qualquer coisa, menos de heróis.
Alguns partem para essa "carreira" por vaidade, outros por glória e dinheiro, outros pelo gosto pela violência, e alguns por pura megalomania. Com excessão de um, nenhum deles tem superpoderes, tanto que não se denominam de super-heróis e sim de Vigilantes. Eles são seres humanos comuns que no máximo treinaram bastante o corpo em artes marciais e fazem uso de apetrechos que os auxiliam no combate aos criminosos. São todos eles espécies de Batman, exceto, como já disse um deles, o Doutor Manhattan.
Doutor Manhattan é o único real super-herói, e que tem uma origem parecida com os tradicionais super-heróis de HQ. Ele foi vítima de um acidente em um laborátorio que o transformou praticamente em um Deus (o que me incomodou), com habilidades de alterar a matéria, modificar a sua própria estrutura, vencer guerras, se teleportar, inclusive entre planetas, ver o futuro e o passado, alías o tempo para ele não existe. E é exatamente nessa sua habilidade com o tempo que reside aquele que é, em minha opinião, o ponto fraco da trama.
Alan Moore, quis criar uma obra em quadrinhos sobre heróis e super-herois que fugisse dos clichês do genero.
Clichês tais como: heróis de caráter ilibado, motivações nobres, vilões que explicam todo o seu plano ao herói antes de pô-lo em prática e com isso possibilitando que o herói possa evita-lo, etc.

Mas Moore faz uso de um expediente, que, ao meu ver, mancha sua trama, e que vem a ser, uma falha no poder do Dr. Manhattan de ver o futuro. Convenientemente o poder de antever o futuro de Dr. Manhattan sofre uma interferência, em um momento chave, que lhe impede de ver com clareza acontecimentos relevantes que se sucederão.

Essa interferência é causada pelo vilão; mas a posibilidade de ser causada, foi bem "conveniente", não!?
Abro aqui um parêntese para discorrer um pouco mais sobre o Doutor Manhattan e demais super-seres (vilões ou heróis) absurdamente poderosos.
Nunca gostei de super-seres, cujo os poderes fariam até o Todo Poderoso, Deus, tremer as pernas, caso tivesse que enfrenta-los. São seres tão estupidamente poderosos que não vejo como poderiam ser derrotados. No entanto o são. O fato de possuirem tanto poder acaba forçando à criação de um oponente tão ou mais poderoso ainda que eles. Ou então força à criação de uma conveniente fraqueza que se manifestará, será descoberta, mais convenientemente ainda, no momento mais propício para tal. Em geral são derrotados por um ser infinitamente débil em relação a ele.
Evidente que super-herois ou super-vilões, devem, sim, ter um poder sobre-humano (óbvio, senão não seriam super, né!?), mas, para o meu gosto em particular, que não extrapolassem demais as capacidades humanas. Que não os tornassem deuses. Sou muito mais um super-ser como o Homem-Aranha do que um como o Super-Homem, para o qual teve que ser criada a rídicula fraqueza/vulnerabilidade às "trocentas" variedades de multi-coloridas kriptonitas.
A existência do Dr. Manhattan, em minha opinião, é o grande ponto fraco do enredo engendrado por Alan Moore. Embora a sua ausencia impossibilitasse grande parte do contexto conflituoso no qual a trama se passa, a sua presença retira, em minha opinião, o tom de realismo que Moore quis incutir à sua saga, a torna menos verossímel, beirando o infantil. Creio que seria mais fascinante e criativo um universo em que houvesse heróis mascarados/fantasiados em nossa sociedade, mas que fossem homens comuns, que simplesmente, por motivos pessoais, aliado a um pouco de loucura misturada com vaidade, partissem para o combate ao crime.
Mas Alan Moore, que é absurdamente mais poderoso do que eu no talento para a escrita, provavelmente fez as escolhas corretas, haja visto o sucesso obtido por sua obra e o fato de eu estar escrevendo sobre a mesma e não o contrário. :>)
Algo que me chamou a atenção, também, na trama de Watchmen, foi a ausência de Vigilantes negros (ou de qualquer outra raça que não a caucasiana ). Não que tenha me incomodado ou que eu considere uma falha/fraqueza da série, nada disso, só me chamou a atenção. Não sei se há nesse detalhe, a ausência de Vigilantes não-brancos, alguma mensagem subliminar de Moore, uma significância oculta, sutil..., um preconceito velado, uma crítica a uma ou outra raça. Se há não percebi, mas não pude deixar de notar essa ausência.
Fecho aqui esse enorme parêntese.
Além dessa "interferência", que é para mim, o ponto mais fraco do enredo (mas que de forma alguma desmerece essa memorável HQ), outra coisa de que não gostei foi da arte e cores de Dave Gibbons e John Higgins. Mas não obstante isso seja pura idiossincrasia minha, o fato é que não gostei dos traços de Dave Gibbons, da "textura" dos desenhos, do visual dos ambientes/cenários. Mas o que mais me desagradou foram as cores. Achei feias, pouco realistas, desagradáveis de se ver. Mas, como disse, isso é muito subjetivo.
Quero falar agora do meu Watchmen favorito: Rorschach

Rorschach
O sofrido, perturbado e tragicamente fascinante Rorschach.
Rorschach foi levado à vigilancia pela sua infância pobre, sofrida e violenta. Essa violência vem principalmente de sua mãe; uma prostituta, mas principalmente uma mulher desprezível que o despreza e lamenta não te-lo abortado; mas também dos vizinhos, e é especialmente marcante o momento chave do nascimento do embrião do que viria mais tarde se tornar o vigilante Rorschach. O pai ele nunca soube ao menos quem era.
Rorschach é talvez o unico verdadeiro herói de Watchmen. A despeito de seu inegável desequilibrio mental, é o único que está na "profissão" por idealismo. Ele é o único que se mantem íntegro, que realmente está nesta para extirpar os criminosos, o mal da sociedade. Ele não tem objetivos de enriquecer, de ser aclamado, ser amado. Sua motivação, fruto das injustiças sofridas desde a infância, é realmente punir os criminosos. Porém seus métodos não são dos mais louváveis, digamos assim. Ele não se furta a usar de violência para chegar aos seus fins e parece nutrir um imenso ódio pela humanidade, que nada mais é do que um reflexo ao ódio e ojeriza que a essa mesma humanidade lhe dispensa. Fica evidente, também, o seu moralismo sexual, ele nutre verdadeiro desprezo pelas companheiras de profissão de sua mãe, por aqueles que recorrem a esses serviços e pela disseminação da pornografia. Muito provavelmente, é virgem.
Totalmente desprovido de vaidade, ou mais provável, totalmente indiferente às opiniões alheias a respeito de sua aparência e ao fato de não possuir bens materiais que possam despertar o interesse do sexo oposto. Ele não faz questão nenhuma de amealhar riquezas/bens que lhe proporcione uma vida confortável, alías, nem creio que tenha inteligencia, formação profissional/educacional e talento para se tornar um provecto e rico senhor. Mesmo porque acho que ele mesmo não almeja esse destino para si.
Acredito que o fim que desejasse para si mesmo, seria morrer crivado de balas durante uma sangrenta batalha contra criminosos estupradores, que também morreriam vítimas de seus golpes e disparos durante essa carnificina... mas divago!
Enfim, Rorschach, é em minha opinião, o personagem mais fascinante de Watchmen. Aquele de gênese mais tocante, mais sofrida, e o único pelo qual derramei lágrimas. Maldito Doutor Manhattan!!!
" None of you understand.
I`m not locked up in here with you.
You`re locked up here with me. " Rorschach
" Nenhum de vocês entendeu.
Eu não estou preso aqui com vocês.
Vocês estão presos comigo. " Rorschach
Embora, tenha publicado muita informação importante e reveladora da trama de Watchmen (eu avisei no início), elas não passam da ponta de um iceberg diante da riqueza dessa obra de Alan Moore, que criou uma obra obrigatória para qualquer amante de quadrinhos, alías, para qualquer amante de literatura. Se você ainda não leu, corra, adquira logo seu exemplar que, creio, não se arrependerá.
" Who watches the Watchmen? "
Assista abaixo o trailer da adaptação cinematográfica, dirigida por Zack Snyder

The Minutemen (Foto do filme de Zack Snyder):
Espectral (Silk Spectre), Coruja Noturna (nite Owl), Capitão Metrópolis (Captain Metropoles), Homem Mariposa (Mothman), Silhouette, Comediante (Comedian), Dollar Bill, Justiceiro Encapuzado (Hooded Justice)
Ficha no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0409459/
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Wanted (O Procurado) - A bala que faz curva
Pois bem, eis que surge em nossas telas "Wanted", que nos apresenta "a bala que faz curva".
Wanted é baseado em uma "graphic novel" (nome metido a besta para a velha história em quadrinhos :>) ), escrita por Mark Millar e ilustrada por J.G. Jones. Essa HQ me era totalmente desconhecida antes do surgimento de sua adaptação para o cinema. A trama gira em torno de uma fraternidade milenar de super assassinos, que matam pessoas determinadas por um codigo tecido por um "Tear do destino" (sim é risível mesmo).
Entre inúmeros absurdos ao longo do filme, nenhum deles supera o da "bala que faz curva"
Pode ser que nos quadrinhos haja uma explicação lógica (mesmo que seja dentro da lógica interna da HQ), que justifique a habilidade dos assassinos para curvar a trajetoria da bala de uma arma de fogo. Mas no filme, a despeito deles possuirem a capacidade de acelerar o próprio metabolismo, isso não implica que possam alterar a natureza e as leis que a regem.
No filme a justificativa para curvar a trajetória da bala é revelada no dialogo abaixo, retirado do filme:
_ All right, shoot the target.
_ From there.
_ You want me shoot through Wilbur?
_ No I want you to curve the bullet.
_ How am I supposed to do that?
_ It's not a question of "how".
_ It's a question of "what".
_ If no one told you that bullets flew straight.
_ And I'd gave you a gun and told you to hit the target, what would you do?
_ Let your instincts guide you.
_ How the hell did you do that?
_ Can you do that? You do that. Hello?
Tradução:
_ Tudo bem. Atire no alvo.
_ De lá.
_ Quer que eu atire através do Wilbur?
_ Não. Quero que faça curva com a bala.
_ Como deveria fazer isso?
_ Não é uma questão de "como".
_ É uma questão de "quê".
_ Se ninguém lhe falasse que as balas voam em linha reta.
_ E lhe desse uma arma e dissesse para acertar o alvo, o que faria?
_ Deixe que seus instintos o guie.
_ Como diabos ele fez aquilo?
_ Pode fazer aquilo? Já fez aquilo. Olá?
Ou, seja, segundo esse dialogo (ou eu sou péssimo em interpretação de texto) as balas seguem uma trajetoria retilínea porque nos ensinaram assim. Se não nos tivesse sido dito nada a respeito, as balas disparadas por um revolver iriam seguir a trajetória que nossos instintos determinassem, :>). Poxa que legal!!! E só agora me disseram isso. Que droga!!
Eu não sabia que as leis físicas que regem nosso universo eram, por sua vez, regidas pela nossa educação, pelo o que nos é dito por nossos pais e educadores. Ou seja, se ao invés de me terem dito desde a mais tenra idade que ao pular do topo de um edifício de 100 andares, que eu eu me estatelaria e viraria um "patê", me dissessem que eu flutuaria levemente até tocar suavemente o solo, é isso que ocorreria... Bem, talvez para mim seja tarde demais para apagar de minha cabeça dura esse conceito já tão arraigado na mesma,... mas meus filhos... ah!!! eles vão voar...

Outra coisa que me irritou, é os matadores obedecerem cegamente e sem questionamentos as ordens do "Tear do destino", mesmo que essa ordem seja matar a si mesmo, e o roteiro querer nos convencer que aqueles que se rebelam contra essa ordem é que estão errados, são os vilões. "Mocinhos" inteligentes e modelos a serem seguidos, são aqueles que fanaticamente vão contra o mais básicos dos instintos humanos que é a preservação da própria vida.
Eu vou sim; me matar porque um trapo de pano com uns fios desfiados assim me ordenou!! :>)
Apesar do roteiro/argumento/história (Saco! Nunca sei exatamente como denominar a história contada por um filme) fraquíssimo, alías ridículo, do filme, ele é bem divertido de se assistir.
Seus efeitos visuais são ótimos, as sequencias de ação são empolgantes e até o citado efeito "bala que curva" é visualmente fantástico.
Além disso temos em cena, Angelina Jolie. Meus Deus que mulher é essa?! Que corpo! Que boca! Me adota Angelina...




Ficha técnica:
Wanted (O Procurado), (2008)
Direção: Timur Bekmambetov
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas
Elenco: Terence Stamp, Morgan Freeman, Angelina Jolie, James McAvoy, Thomas Kretschmann, David O`Hara, Common
Ficha no IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0493464/
domingo, 3 de agosto de 2008
Era dos Mortos
Bem, fica evidente a falta de recursos na produção do filme, a começar pelo elenco composto unicamente por jovens, evidentemente amigos entre si. A falta de adultos e idosos no filme tira muito da verosimillhança do mesmo. Acredito que se os produtores tivessem chamado alguns conhecidos mais "velhos" (ei! voces não tem pai, mãe, tios, amigos, vizinhos, o porteiro, o "Seu Zé", com mais de 30 anos não?! :>), dariam muito mais credibilidade a trama.
O filme em si retoma a já batida história da cidade que repentinamente e por motivos desconhecidos é tomada por mortos-vivos, também conhecidos como zumbis, que passam a atacar os "vivos" e também a "infecta-los" com o mesmo mal. E como de praxe tem um final pessimista.
O filme conta com uma direção e montagem eficientes. Gostei muito da forma com que foram filmados os tiros e pancadas contra os zumbis. Usando um plano e contra-plano para disfarçar a falta de recurso para aplicar um efeito especial mais explicito, como por exemplo, o estrago que uma bala faria na cabeça de um zumbi. Além da busca por alguns angulos mais inusitados. O uso de material de arquivo de telejornais também é eficiente e enriquece a obra. A trilha sonora é adequada ao tema.
Já a fotografia em alto contraste e o uso de filtros que tornam as cores esmaecidas, sem vida, não me agradou. Muito embora, provavelmente, o objetivo dos autores tenha sido passar uma ideia de opressão, claustrofóbia, sujeira (além de, evidente, disfarçar as vísceras e sangue artificiais usados), depois de um tempo esse visual "feio" de altissimo contraste me cansou. Mas acredito que agradará aos fãs do genero. E aqui devo confessar que não sou fã do genero terror/gore, e menos ainda de filmes de Zumbis, que para mim já se esgotaram e hoje em dia só repetem "ad eternum" a mesma historinha.
O roteiro em si se resume a a uma fuga incessante pelos "vivos", dos zumbis.
E por que cargas d`água, eles tinham que ir para aquela escola para encontrar uma saída? Onde poderia estar essa saída? Na porta dos fundos? Não bastaria contornar o quarteirão e prosseguir com a correria pela rua dos fundos? :>). Evidente que a causa mais uma vez é a falta de recurso, visto que provavelmente foi o único lugar fechado, de maior área, que eles conseguiram "locar".
Ah!, e a brincadeirinha na lousa da sala de aula, embora engraçadinha, evidencia mais ainda, o fato de o filme não passar de uma grande brincadeira entre amigos.
Porém, o esforço é válido, e o filme não deixa de ser assistível. Com um pouco mais de recurso e um pouco mais de polimento no roteiro/argumento, acredito que os autores ainda nos darão bom entretenimento. Recomendo não se limitarem somente ao terror e muito menos refilmarem temas já tão batidos. Tentem outros gêneros e busquem histórias originais.
"Era dos Mortos" pode ser baixado gratuitamente em http://www.eradosmortos.com.br/
Abaixo alguns "still" do filme;




Ficha técnica:
ERA DOS MORTOS
Ano de produção: 2007
País: Brasil
Duração: 42 minutos
Direção: Rodrigo Brandão
Roteiro: Gabriel Almeida, Weiller Rodrigues, Rodrigo Brandão
Edição: Rodrigo Brandão
Fotografia: Rodrigo Brandão
Efeitos e Maquiagens: Filipe Vidal
Músicas: Alienaqtor (Harlem Pinheiro), Flanicx (Evandro Iwaszko), DxOxRx
ELENCO:
Weiller Rodrigues; Gabriel Almeida; Isadora Faria; Saulo Castro; Gustavo Sá Fortes; Luana Queiroz; Rodrigo Brandão
Zumbis:
Gabriel Barroso; Bruce Andrade; Fabiano Vital; Thiago Felipe de Sá; Bruno Firmo; Daniel Araújo; Caian Barreto; Andre Luíz de Oliveira; Messias Alvim; Daniel Brandão; Joao Carlos De Souza; Deanderson Fioravante Junior; Carlos Eduardo De Mello; Filipe Vidal; Siloé Claudino; Frederico Kingma; Matheus Muzzi; Thiago André De Queiroz; Fabrício Rodrigues; Arthur Almeida
domingo, 27 de julho de 2008
Speed Racer e a "espetacularização extrema" do cinema atual
Acabo de ver Speed Racer, "versão Wachowski Brothers", e uma constatação me veio a mente a respeito dos filmes de ação, entretenimento do cinema mundial hoje em dia, principalmente os chamados "blockbusters", mas notadamente nos "hollywoodianos", embora os cinemas de outra origem (europeia, asiatica, etc.) também padeçam desse "mal".
E que mal é esse? É a "espetacularização" extrema das cenas de ação. Explico. As cenas/sequências de ação têm que ser espetaculares, embasbacantes, acima de todas as expectativas, mesmo que para isso as leis da física tenham que ser ignoradas. Álias, será que os cineastas de Hollywood, estudaram física na escola? Será que conhecem as leis da mêcanica de Newton?
Porque para eles não basta que um carro em alta velocidade se choque contra um muro e se parta ao meio, matando seu piloto. Esse carro deve vir rodopiando, capotar 33 vezes, se chocar contra o muro, explodir expelindo um cogumelo atômico de fogo e fumaça, seu piloto deve ser arremesado (também rodopiando) a 333 metros de distancia... e aí duas coisas devem ocorrer, dependendo se o piloto é o mocinho ou o vilão (e em que ponto do filme estamos);
Vilão: seu corpo será arremessado, rodopiando obviamente, mas em chamas, se chocará contra um poste, se partirá em duas partes, que cairão quicando no chão, se arrastará ainda por mais alguns metros, e na parte que contem a cabeça, a boca expelirá um jato de sangue e por fim repousará inerte e morta com os olhos bem abertos e em sua expressão um esgar, misto de dor, ódio e surpresa, por ter sido derrotado, logo ele, o super-ultra-ubber-hipper "qualquer coisa" que ele disputasse com o mocinho.
Mocinho: seu corpo será arremessado, rodopiando obviamente, mas em chamas, se chocará contra um poste, por fim repousará inerte. Aí provavelmente ocorrerá uma das duas opções:
seus amigos/familiares/amores correrão para ajuda-lo, tentarão reanima-lo em vão, após alguns segundos de tensão em que "todos" pensaremos que o pior aconteceu, ele abrirá lentamente os olhos e alguém (em geral o grande amor de sua vida) o abraçará e entre lágrimas dirá;
_ Nunca mais faça, isso, ouviu seu "idiota"! Pensei que havia lhe perdido para sempre!
no que ele responderá;
_ Voce não se livrará de mim assim tão fácil!
Ou segunda opção provável; ele permanecerá desacordado, será levado para um hospital, em que médicos dirão que as probabilidades dele sobreviver são mínimas, somente um milagre poderá salva-lo... E voilá! eis que o milagre ocorre e ... algum tempo depois ele surge totalmente recuperado e pronto para outra, sem nenhuma seqüela e em melhor forma e com capacidades acrobáticas de fazer inveja aos irmãos Hipólitos, da ginástica Olímpica (me recuso a dizer ginástica artística).

Emile Hirsch como Speed racer
Eu, particularmente, perco o envolvimento, a "preocupação" com os personagens, quando as leis da física são por demais ignoradas. Gosto de um pouco de exagero, é divertido, mas acho que o limite foi por demais ultrapassado nos filmes atualmente. Se o protagonista é um ser com poderes sobre-humanos, (ou for uma comédia), aí tudo bem. Mas seres humanos normais que simplesmente não morrem a despeito de despencarem do topo do Empire State Building, simplesmente tiram todo o meu "tesão" de ver o filme.
Já há algum tempo, quando alguém da um soco, se pegar na parede, não basta marca-la, essa parede tem que ser atravessada pelos punhos do mocinho ou vilão. Porém já não causa tanto dano quando pega em cheio no "pau" do nariz de um deles. Engraçado!
Esse Speed Racer, "versão Wachowski Brothers", é um desses casos. Deu pra sentir algum medo, preocupação com a saúde de Speed ao ve-lo correr naquelas pistas e com aquelas manobras que provavelmente revolveram Sir Isaac Newton em sua tumba? E que pistas são aquelas??? Ridículas. Ok!, o filme é baseado em uma animação japonesa e quis emular esse universo. Mas mesmo lá, na animação, havia um respeito maior pelas 3 leis da mêcanica clássica.

Família Racer dos desenhos animados...

... e sua versão de carne e osso.
Fico imaginando como os cineastas hollywoodianos "reescreveriam" o epísodio que resultou na morte de Ayrton Senna. Pois a tragédia em si não teve nada de especialmente espetacular. O carro vinha em alta velocidade, seguiu reto, se chocou contra o muro, e se arrastou por alguns metros com alguns danos na carroceria. Porém foi mais aterrador que qualquer sequência de acidente desse Speed Racer. As vezes o "real", o possível, é muito mais impactante, justamente por isso mesmo; sabermos que é posivel de ocorrer na vida real.
Ah! E por que cargas d´água Pops (pai de Speed) quardou para si a informação de como fazer o carro "pegar" quando desse alguma pane, tipo a que deu na última corrida? Será que ele sabia dos dons paranormais de Speed de "conversar" com o carro?! Bem, se fosse meu filho correndo, numa corrida que mais parece uma versão moderna das lutas de gladiadores em que a chance de sair vivo (e não só vencer) depende de que seu carro ande quando voce pisa no acelerador, eu teria contado esse "pequeno" segredinho" para ele, e quem sabe até mesmo pro mecânico.

Racer X (no Brasil Corredor X) dos desenhos...

... e sua versão carne e osso, na pele de Matthew Fox,
que alías ficou perfeito no papel.

Emile Hirsch e Christina Ricci, como Speed Racer e sua
namorada Trixie

ficha do filme no IMDB http://www.imdb.com/title/tt0811080/