Políticos e língua queimada
Vejo algumas pessoas dizendo que estão agradavelmente surpreendidas com a atuação de alguns políticos eleitos, em geral celebridades, que estão exercendo bem seus mandatos políticos. Que estes os fizeram "queimar a língua".
Sim, há alguns que surpreenderam positivamente (embora não falte o contrário, também), independente da sua formação. Ter curso superior ou não, não torna ninguém honesto, competente e sinceramente dedicado ao povo, e não a si mesmo.
O problema para mim, é que essas pessoas usam como critério para avaliar positivamente o mandato do candidato, o fato do mesmo não faltar as sessões e/ou votar em todas as sessões de votação. Para mim isso não torna ninguém um bom funcionário. Desde quando é qualidade digna de elogio, comparecer ao seu local de trabalho e trabalhar?? Isso é o mínimo, não!?
E nem acho que estar presente em todas as sessões seja necessariamente obrigatório para exercer um bom mandato. Pode-se fazer um serviço de melhor qualidade, as vezes, fazendo uma filtragem daquilo que realmente tem mais relevância, para a população e dedicar mais tempo para estudo da mesma, do que participar de toda e qualquer votação de projetos; abrindo mão daqueles de menor relevância para o povo, como por exemplo, mudar o nome de uma rua para homenagear um politico qualquer, em detrimento da construção de uma barreira de contenção de enchentes.
Para mim o que conta são os projetos em benefício do povo, que ele apresente, se o mesmo vota favorável a população nas votações de que participa, e não apenas para benefício próprio. Votar SIM, para o aumento do próprio salário, para mais benefícios para si mesmo, etc.; não torna ninguém um político admirável, e que tenha merecido, e mereça novamente o voto do povo.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
A favor do facultativo
A favor do voto facultativo.
Voto, em minha opinião deveria ser facultativo (opcional). Facultativo (explico, pois algumas pessoas confundem) significa que somente quem quiser, votaria. Ninguém seria proibido de votar, estando na idade legal, ou seja, todos que hoje são obrigados, ainda continuariam podendo votar do mesmo jeito, só teria a opção de não fazê-lo, caso assim o queira.
Assim, creio, evitaria que pessoas que não querem ou não sabem, por não acompanhar, ter conhecimentos mais embasados sobre política e os políticos, ou por qualquer motivo particular, votassem em qualquer um, votassem influenciados pela mídia, fossem ludibriados por partidos e/ou políticos desonestos, etc.
Não significa que não elegeríamos mais nenhum político desonesto, que o país viraria um paraíso de justiça social da noite para o dia, mas, creio que as chances de elegermos melhores representantes públicos/governantes e consequentemente construirmos gradativamente um país melhor, aumentariam muito.
Países com voto compulsório (obrigatório):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_compuls%C3%B3rio
Voto obrigatório, forçado.
Voto obrigatório, não forçado.
Voto obrigatório, forçado (somente homens).
Voto obrigatório, não forçado (somente homens).
Histórico: o país teve o voto obrigatório no passado.
Fonte da imagem e legendas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_compuls%C3%B3rio
Voto, em minha opinião deveria ser facultativo (opcional). Facultativo (explico, pois algumas pessoas confundem) significa que somente quem quiser, votaria. Ninguém seria proibido de votar, estando na idade legal, ou seja, todos que hoje são obrigados, ainda continuariam podendo votar do mesmo jeito, só teria a opção de não fazê-lo, caso assim o queira.
Assim, creio, evitaria que pessoas que não querem ou não sabem, por não acompanhar, ter conhecimentos mais embasados sobre política e os políticos, ou por qualquer motivo particular, votassem em qualquer um, votassem influenciados pela mídia, fossem ludibriados por partidos e/ou políticos desonestos, etc.
Não significa que não elegeríamos mais nenhum político desonesto, que o país viraria um paraíso de justiça social da noite para o dia, mas, creio que as chances de elegermos melhores representantes públicos/governantes e consequentemente construirmos gradativamente um país melhor, aumentariam muito.
Países com voto compulsório (obrigatório):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_compuls%C3%B3rio
Voto obrigatório, forçado.
Voto obrigatório, não forçado.
Voto obrigatório, forçado (somente homens).
Voto obrigatório, não forçado (somente homens).
Histórico: o país teve o voto obrigatório no passado.
Fonte da imagem e legendas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voto_compuls%C3%B3rio
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Posso demitir um senador?
O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Jô Soares, em seu Programa do Jô, da Rede Globo, veiculado na madrugada do dia 18/09/2008, comentou uma frase do Jô, que eu achei bem pertinente:
" _ Posso demitir um senador? " Disse o Jô, para exemplificar um raciocínio do FHC, do porque empresários bem sucedidos, não necessariamente, seriam os melhores gestores públicos.
" _ Posso demitir um senador? " Disse o Jô, para exemplificar um raciocínio do FHC, do porque empresários bem sucedidos, não necessariamente, seriam os melhores gestores públicos.
Jô Soares comentou que essa era uma pergunta recorrente de alguns executivos cotados como bons candidatos.
FHC explicava porque grandes e bem sucedidos empresários não necessariamente seriam os melhores politicos. O fato de serem bons administradores de suas empresas, não implica em que seriam os melhores administradores de uma cidade, estado ou país.
Pois ao contrário de uma empresa, em que se um funcionario não presta um bom serviço, não colabora para a implementação de uma idéia, é incompetente, etc., o empresario pode demiti-lo.
Porém em politica, não.
Se um senador, deputado, etc, não coaduna com suas idéias, mesmo que essas sejam a melhor solução para um país, o mesmo pode atrapalhar sua administraçãoo e você não pode simplesmente despedi-lo.
Governar/administrar um país é bem mais complexo que uma empresa. Há que se fazer acordos, negociar votações, etc...
Enfim, não basta por o Bill Gates na presidência do Brasil, para que o mesmo seja um sucesso tal qual a Microsoft.

Fernando Henrique Cardoso

Jô Soares
FHC explicava porque grandes e bem sucedidos empresários não necessariamente seriam os melhores politicos. O fato de serem bons administradores de suas empresas, não implica em que seriam os melhores administradores de uma cidade, estado ou país.
Pois ao contrário de uma empresa, em que se um funcionario não presta um bom serviço, não colabora para a implementação de uma idéia, é incompetente, etc., o empresario pode demiti-lo.
Porém em politica, não.
Se um senador, deputado, etc, não coaduna com suas idéias, mesmo que essas sejam a melhor solução para um país, o mesmo pode atrapalhar sua administraçãoo e você não pode simplesmente despedi-lo.
Governar/administrar um país é bem mais complexo que uma empresa. Há que se fazer acordos, negociar votações, etc...
Enfim, não basta por o Bill Gates na presidência do Brasil, para que o mesmo seja um sucesso tal qual a Microsoft.

Fernando Henrique Cardoso

Jô Soares
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