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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Star Wars, ninguém (relevante) realmente morre

Star Wars: A Ascensão Skywalker (2019)
Star Wars: Episode IX - The Rise of Skywalker (original title)
12 | 2h 22min | Action, Adventure, Fantasy | 19 December 2019 (Brazil)
https://www.imdb.com/title/tt2527338/?ref_=nv_sr_srsg_0

Se eu fosse resumir "Star Wars, Ascensão Skywalker" em uma palavra, seria: Correria.

E a saga como um todo: Praticamente ninguém (relevante) realmente morre...

ATENÇÃO, essa analise terá SPOILER de "Star Wars: A Ascensão Skywalker"




Algo que considero frustrante em qualquer obra (cinema, livro, etc.) é a morte não ser definitiva. E morte definitiva significa nunca mais ter nenhuma forma de contato, de interação, de relacionamento com aquela pessoa. No máximo você terá lembranças, recordações da pessoa, ou poderá ver/ouvir registros áudio-visuais que tenham sido feitos por ou sobre aquela pessoa. Mas sem interação, sem poder ter um relacionamento físico real com a pessoa falecida. Se a pessoa, de alguma forma, pode voltar após sua "morte", por que essa morte deveria ser algo chocante? Que me impactasse? Que causasse comoção? Por que o risco de alguém morrer me causaria alguma tensão, alguma apreensão, medo... ?
E agora (não lembro de ter havido isso antes na saga), em "Ascensão Skywalker" eles podem interagir até fisicamente com o mundo dos vivos, como mostrado quando o  "fantasma" de Luke pega o sabre de luz que fora arremessado por Rey. Enfim, mais vivo do que eu.
Ah! Lembrei, o "fantasma" do Yoda,  destrói o templo Jedi de Luke no episódio 8 (Tem mais algum caso???).

E é o que ocorre com as personagens relevantes de toda a saga Star Wars, praticamente ninguém, realmente morre, que retornam como entidades "fantasmagóricas", espectros, enfim, voltam. Senão vejamos (os que estou lembrando agora):

1 - Obi Wan Kenobi, retorna como "fantasma";
2 - Yoda, retorna como "fantasma";
3 - Darth Vader, retorna como "fantasma";
4 - Qui-Gon Jinn, retorna como "fantasma";
5 - Imperador Palpatine, retorna como "fantasma";
6 - Leia, retorna como "fantasma";
7 - Luke Skywalker, retorna como "fantasma";
8 - Deve ter mais alguns... principalmente se formos considerar o universo expandido (que não acompanho (já vi uma coisa ou outra esporadicamente), por ter uma vida pra viver, contas, estudos, família, relações, etc. :). Como Darth Maul, que voltou com metade do corpo somente (com a desculpa que não tinha realmente morrido ao ser partido ao meio e despencado naquele abismo).

Há algumas exceções (por enquanto, né): Amidala/Padmé, Han Solo.

Nooo!!! O Chewbacca morreu!!! Ah! Mas ele volta, nem que seja como "fantasminha"! Então tá de boa. Ou seja, pra que se preocupar com a possibilidade de alguém morrer?!

Pra ser justo com Star Wars, essa "imortalidade" não é exclusividade de Star Wars, vários outros filmes, series, etc. também utilizam desse artificio "surpreendente". Mas não deixa de ser frustrante, desapontador, anti-climax.
Utilizado com parcimônia e muito, muito esporadicamente em casos muito, muito excepcionais, e dentro de regras, limites, leis limitadoras daquele universo pode ser um artificio surpreendente e catártico. Mas quando em qualquer ocasião, à conveniência do roteirista/diretor é usado, perde totalmente a eficacia, efeito extasiador.

Força "Anabolizada"

Outra coisa que frustra. Poder ilimitado. A força está cada vez mais poderosa, sem limites, tudo é possível a ela de acordo com a conveniência do roteiro, ou, também, de acordo com a conveniência, nem tudo é possível. Dessa vez há até teletransporte da matéria, cura, ressurreição... É legal um herói, e vilões, com superpoderes, mas se não há um limite, um ponto a partir do qual esse poder não pode passar, caímos novamente na frustração como da imortalidade. Ou seja, de acordo com a conveniência esse poder pode ou não resolver impossibilidades apresentadas... enfim, qual a graça? O que temer? Pelo o que ficar tenso, apreensivo? Por que temer por alguém?
Claro, que, na grande maioria dos casos, sabemos que o herói não irá morrer, que o vilão irá ser derrotado. Mas quando há limites claros da extensão do poder de ambos, isso gera uma tensão, uma torcida pelo mocinho. No fundo, não pela sua sobrevivência, mas de como, dentro dos limites dos poderes, ele se safará. De que engenhosidade fará uso para sair vitorioso. Enfim. Quando tudo é possível, nada é impossível, e com isso perde-se a catarse. Qual a graça? Qual a surpresa? Qual a recompensa?

[Catarse: Sob a óptica da psicanálise, catarse é o experimentar da liberdade em relação a alguma situação opressora, tanto as psicológicas quanto as cotidianas, através de uma resolução que se apresente de forma eficaz o suficiente para que tal ocorra. https://pt.wikipedia.org/wiki/Catarse]

Falo mais sobre a frustração da magia, poderes, "força" nessa outra postagem do meu blog:

A "magia" em Game of Thrones e obras similares.
http://womni.blogspot.com/2012/05/game-of-thrones.html

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E o próprio George R.R. Martin tem suas ressalvas em questão à magia:

Game of Thrones, Omelete Entrevista George R.R. Martin
Autor fala sobre o início dos livros, quando aceitou transformá-los em série para TV e o que mais tem gostado do programa

Nesse trecho o autor toca na questão da magia/fantasia:

"...Eu queria dar o sentimento de maravilhas e mistérios, dar ao leitor coisas que ele não teria no mundo ordinário e mundano da ficção mas, ao mesmo tempo, isso pode arruinar um bom livro de fantasia. Quando a magia é excessiva ou é apenas jogada na história, sem contexto, ela pode acabar tomando o livro. De repente, tudo gira em torno da magia, o drama inerente da condição humana é perdido e os personagens resolvem seus problemas apenas com um encantamento ou com o acenar de uma varinha. Ter magia de uma forma contida é algo que pode ser feito e eu tentei fazer o melhor que pude, mas isso requer muitos cuidados. ..."

http://omelete.uol.com.br/series-e-tv/game-thrones-omelete-entrevista-george-rr-martin/

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Star Wars - O Último Jedi

Star Wars - O Último Jedi (The Last Jedi)

Primeiramente alertar que haverá SPOILER (detesto escrever tendo que me restringir).

Segundo, que precisaria rever o filme para ter uma percepção melhor do mesmo. Infelizmente assisti em uma sala, em uma cadeira em que toda hora passava alguém na frente, atrapalhando, e principalmente em um lugar em que não dava pra esticar as pernas causando um serio desconforto, me forçando a me levantar ocasionalmente, o que não me permitiu ficar totalmente focado no filme. Aliás esse é um dos principais motivos que me levam a gostar cada vez menos de salas de cinema e preferir assistir no conforto da minha casa. O espaço entre as cadeiras é feito pra anão. Na verdade é feito pra possibilitar ganhar mais dinheiro, com mais lugares.
Enfim. Mas já falei disso nessa postagem:
http://womni.blogspot.com.br/2017/12/salas-de-cinema.html

Terceiro, não sou crítico de cinema, não sou especialista em cinema, não sou profissional de cinema, não sou o fodástico em nada a respeito de cinema. Sou apenas um fã de cinema/filmes (gosto de me considerar um cinéfilo), que gosta muito de se expressar (não somente sobre cinema) sobre filmes, dar opiniões totalmente pessoais (e muitas vezes idiotas) sobre os mesmos, e fazer observações sobre detalhes dos mesmos. Enfim, sou apenas um "conversador" sobre filmes.

Vamos ao Ultimo Jedi

Como todo Star Wars que já vi (e vi todos), gostei desse mas com ressalvas. Tecnicamente, visualmente, continua um espetáculo. Mas mantem as mesmas bobagens infantiloides de todos os outros. A necessidade de fazer piadinhas, muitas sem graças, quebrando o clima. Pra mim a piadinha forçada mais sem graça de toda a saga foi a Rey reclamar de Kylo Ren estar seminu. Qual a relevância disso diante de tema tão serio quanto o que eles discutiam!? E daí se ele tivesse pelado!? Moralzinha besta de gente pequena que associa o corpo há algo pernicioso. Ficou totalmente deslocada essa piadinha.

E o clichezão (que odeio): das pessoas não se comunicarem, não dizerem o que tão fazendo e porque. Por que não falaram pra toda tripulação sobre o plano de fugir nas naves menores?? Evitando assim todo um motim desnecessário e perigoso??
Outra: por que Luke não avisou aos rebeldes que iria distrair Kylo Ren e cia para lhes dar tempo de fugirem? E se eles não chegassem a essa conclusão?
Enfim, tá faltando um whatsapp nessa galaxia muito distante... :)

Também acho as coisas muito rápidas, algumas sem logica, principalmente nessa nova leva de filmes.
a cronologia, então, dos acontecimentos, é ridícula... passaram uns 15 anos desde o episódio 3, e no 4 já falam dos Jedi, como uma velha mitologia esquecida, como se tivessem passado milênios desde que os Jedis governavam...
E no 7, toda uma primeira ordem toma o poder, sem ninguém perceber, em menos de 30 anos...
Mas é a bobagem de querer criar um vínculo próximo demais entre os protagonistas... tipo serem pai, filho, sobrinho, pra provocar um drama mais pungente, chocante.
Acho que tinha que passar séculos do 3 pro 4, e no mínimo décadas entre o 6 e 7.
Podia ter parentesco, mas seria entre tataranetos...
Pra dar tempo de tornar verossímil os acontecimentos tão fortes que ocorrem.
No episódio 4 falam como se Jedis tivessem atuado há milênios, e passaram no máximo uns 20 anos... Luke devia ter menos de 20 anos no episódio 4...

E a nova leva de filmes continua sugando da trilogia original:
Em Império Contra-Ataca Luke se retira para um planeta isolado para receber treinamento de um velho mestre Jedi, Yoda. Em Último Jedi, Rey segue o mesmo caminho indo buscar orientações de Luke.
Em Império Contra-Ataca os rebeldes estão sob forte ataque do império. Em Ultimo Jedi também.
Em Retorno de Jedi, tem o lance do Luke se entregar e confrontar Vader e Palpatine, com Vader matando o imperador. Em Último Jedi é a Rey que se entrega e fica de frente com Kylo e Snoke, com Kylo matando Snoke.

E a morte do Snoke???
Achei fraca demais.
O lorde supremo não percebeu que ia levar uma espadada no bucho??
E outra, pra mim, quem tinha que matar ele era o Luke, numa batalha ferrenha, em que Luke quase morreria...

Mataram o Luke, porra!!?
A impressão que deu é que eles tao querendo se livrar dos antigos atores.

Agora uma divagação que me passou, em relação à força; é que ela se manifesta, preferencialmente, naqueles que tiveram uma infância/adolescência sofrida: 
Luke criado em um planeta pobre, sem os pais, com privações;
Anakin criado sem pai, escravizado desde a infância conjuntamente com a mãe;
Rey abandonada pelos pais, sobrevivendo por sua própria conta;
O garotinho escravizado do final de Ultimo Jedi...

Mas não gostei de nada!? Calma, gostei, sim, de muita coisa.

Ultimo Jedi trouxe algumas reviravoltas interessantes...
Está se desenhando uma desvinculação da família Skywalker... buscando trilhar um novo caminho...
Acho que já tava na hora de se desvincular dos Skywalker, eles já deram sua contribuição... e eles não têm o monopólio da força...
Deixem outros também utiliza-la para o bem... ou mal...
As cenas de batalhas (espaciais ou não) continuam espetacular, de cair o queixo. A saga Star Wars sempre apresenta o estado da arte na área técnica e sempre teve como sua qualidade máxima os maravilhosos efeitos visuais e sonoros, capazes de nos levar e fazer acreditar em novos mundos, nos maravilhando com todo o fascinante universo criado por George Lucas.

Star Wars é o nosso (pelo menos meu) "Guilty Pleasure" (Prazer Culpado. Aquele prazer culpado. É quando você gosta de uma coisa, mas no fundo, no fundo sabe que não é lá algo de extraordinário).
A saga que amamos odiar (mais amar que odiar :) ) .

Mas é divertida pra caralho, e um espetáculo (visual, sonoro) digno de se ver em tela grande em ultra high qualidade.

E o lance do Luke limpar a poeira dos ombros... o cinema veio abaixo😆.

Links para minhas analises de:

O despertar da força
http://womni.blogspot.com.br/2015/12/star-wars-7-o-despertar-da-forca-analise.html

Rogue One
http://womni.blogspot.com.br/2016/12/rogue-one-uma-historia-star-wars.html















 



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Star Wars 7 - O Despertar da Força - Analise

ATENÇÃO: SPOILERS - NÂO LEIA SE AINDA NÃO ASSISTIU À STAR WARS, EPISÓDIO 7, O DESPERTAR DA FORÇA -

Inicialmente dizer que gostei de novamente imergir no universo Star Wars, com esse Episódio 7 - Despertar da Força.
A saga tem um apelo emocional, afetivo, muito mais que racional, para mim. cresci assistindo-a nos cinemas.
Sim, vi todos no cinema. Sim, estou velho :( . Sim, sou velho e gosto de Star Wars, e daí? :) O que você tem com isso? :) .
E sim gostei desse novo episodio,... mas com ressalvas, bastantes ressalvas.
Vamos a elas.
Primeiramente, o episódio 7 é uma refilmagem do episódio 4 (Uma nova esperança). Cantei essa pedra há meses, e meio que já esperava por isso.
Publiquei isso há aproximadamente um mês antes da estreia nos cinemas em 17/12/2015:

"Particularmente, acho que a historia já se esgotou (O próprio George Lucas, também. Ele disse que o arco de Star Wars já havia se fechado. Disse,tbm, que Star Wars era sobre a tragedia de Darth Vader, sua
origem, ascensão, queda e redenção.).
Mais uma guerra contra o Império?
Jedi vs Sith?
Mais um Jedi aprendiz e seu mestre?
Enfim, acho que vai vir mais do mesmo, com uma roupagem nova, uma refilmagem com variações...
Mas, de todo modo, o universo Star Wars é bem divertido... e irei checar sem muitas expectativas... afinal feijão com arroz, mesmo que repetidamente, não deixa de ser gostoso... Emoticon smile
Mesmo com essas ressalvas, também sou fã da saga, cresci assistindo-a. Gosto muito, é uma distração, escapismo, um relax da dura realidade. Uma forma de visitar mundos, conhecer seres, afora o espetáculo
tecnológico, visual, sonoro, que sempre foi marca registrada de Star Wars, e um dos seus principais atrativos (senão o maior) ... enfim, um pouco de fantasia faz bem pra saúde... :) "

Então já esperava por uma especie de refilmagem disfarçada, da trilogia original. Que viria disfarçada de homenagem, de citação, referencia respeitosa aos episódios anteriores, etc.
Só não esperava algo tão escancaradamente repetido.
O filme é praticamente uma refilmagem do episódio 4.
Tá praticamente tudo lá (com ligeiras modificações):
- Começa com um robozinho que possui uma informação vital para a derrota do império... ooops... da Primeira Ordem;
- Esse robozinho acaba indo parar em um planeta desértico, pobre;
- acaba sendo encontrado por um(a) jovem,de vida simplória, totalmente improvável de um dia vir a ser alguém importante, que virá mais tarde a descobrir que possui a força;
- Esse(a) jovem acaba sendo envolvida na luta contra os tiranos da galaxia, embora inicialmente relute e não queira participar;
- Ele(a) Acaba encontrando um companheiro que irá auxilia-la (Finn); e um antigo guerreiro mais velho, experiente e calejado nessa batalha, que será seu guia (Han Solo);
- Temos um novo Darth Vader, um novo Imperador, uma nova estrela da morte;
- Um novo imperador?? Sério??
- Um novo ataque a essa nova estrela da morte, para destruí-la, e impedi-la de destruir planetas, inclusive com contagem regressiva indicando quanto tempo falta para a mesma ficar operacional e apta à destruir planetas, ou ser destruída antes que possa causar tal tragedia, e tendo que acertar um alvo reduzido da mesma;
- Um assassinato de um personagem querido e importante, que causará grande impacto no protagonista e, espera-se, nos espectadores (Obi Wan Kenobi no episódio 4);
- Tem até uma cena numa taverna, recheada de seres alienígenas;
- Etc., etc.,.

Putz! Esperava uma homenagem aos episódios anteriores (e seria bem vinda, com um sorriso nos lábios), mas não praticamente uma refilmagem, quase que idêntica ao episódio 4, com pitadas do episódio 5 (Império Contra-Ataca).
Tá lá toda a "Jornada do Herói" descrita por Joseph Campbell em 1949, no livro "The Hero with a Thousand Faces" ("O Herói de Mil Faces"), que George Lucas já adotara na trilogia original
Veja no link abaixo o conceito da "Jornada do heroi":

https://pt.wikipedia.org/wiki/Monomito

De boa?! Soou muito mais como um reboot pra angariar novos fãs adolescentes para a saga.
Já pra quem, como eu, já é um veterano da saga e a acompanha desde o principio ( há muito tempo atrás...), é uma mera refilmagem.
Putz, não queria rever o que já conheço de cor e salteado. Queria algo novo, um prosseguimento a partir dos acontecimentos de "O retorno do Jedi".

Agora uma das coisas que mais me incomodou nessa refilmag... oops... nesse episódio 7, foi a velocidade com que as personagens ficaram apegadas e profundamente afeiçoadas por outras que elas acabaram de conhecer. A ponto de arriscar a vida um pelo outro,como se fossem amigos de anos, de batalhas, lutas travadas juntos, de dividas afetivas,... Enfim, Soou totalmente inverosímel o fortíssimo apego, amor da Rey pelo Finn ( e dele por ela), entre ela e o Solo, e principalmente entre o Finn e o piloto Poe Dameron, que dá um abraço tão caloroso de afeição, de alivio, de amizade profunda quando se reencontram, como se tivessem crescidos e lutado pela sobrevivência desde o berço; e no entanto mal passaram um dia juntos.
Ao menos na trilogia original, essa relação é construída de forma mais parcimoniosa, gradativamente, de forma mais coerente com a realidade, ocorre ao longo da jornada da vida, das vivencias, das lutas...

Outra coisa (Putz, parece que eu odiei o filme, né :):
Jedis "vazam" por qualquer problema mais grave... Quando são mais precisos, eles se retiram amarguradinhos, e deixam expandir exatamente o mal, que, se eles permanecessem e lutassem, poderiam evitar. Pô, em geral eles estão no auge da força, com sua capacidade de presciência, e ao invés de ao cometerem um erro, ou perceber algo potencialmente perigoso, já cortarem pela raiz esse mal incipiente, ou ao menos ficar e lutar contra o mesmo, minimizando ao máximo os males que possam ocorrer,... eles caiem fora doidínhos para um retiro, e deixa o mal se alastrar e milhões se fuderem... Legal, né?
Mas, parece que meio vaidosamente, preferem deixar muita desgraça ocorrer, muita morte, para só depois surgirem heroicos, salvadores, messiânicos e salvarem o restante e derrotarem o mal.
"Atitude de Jedi, essa não é."
Ocorreu no 4 com Obi Wan kenobi, no 5 com Yoda, para somente no Retorno do Jedi, os Jedis, vivos ou mortos, restaurarem a paz.

 Achei Forçação de barra fazerem Han e Leia estarem brigadinhos, para novamente terem suas "querelazinhas" ...

Aliás, os personagens antigos, estão fazendo basicamente o mesmo papel e passando pelas mesma situações da 1ª trilogia, parece que entraram numa maquina do tempo em o Retorno do Jedi (é "do" Jedi, sim) e voltaram para uma Nova Esperança, só que envelhecidos (menos Chewbacca, que parece usar excelentes cremes para se manter jovial :) ), Han Solo volta a ser o contrabandista malandro e "safo", Leia volta a ser a líder rebelde, Chewie o amigo fiel. Eles não evoluíram como pessoas, em status social, ... enfim, o tempo parou pra eles.

E como ninguém percebeu o surgimento de algo tão poderoso como a primeira ordem? Algo tão monstruoso, abrangente, onipresente?? Após o Retorno do Jedi, foram todos da republica tirar férias em Alcobaça???
Será que ninguém achou estranho, aquele dois novos stortroopers fazendo ronda na esquina? E aquele novo Tie Figther sobrevoando a cidade?
Ninguém monitora novas armas capazes de "apenas" sugar TODA a energia de estrelas e "só" destruir planetas??? Aqui quando um país começa a estocar urânio já começa a ser questionado, vigiado, monitorado, cercado...

E a morte de Han Solo?! Prematura ao meu ver, tendo como objetivo simplesmente causar o mesmo impacto , trauma emocional que a revelação que Darth vader era pai de Luke causou em Império Contra-Ataca. Queriam ter algo tao marcante quanto, para causar um apelo emocional, aprisionar os novos adeptos pela tragedia, algo pelo que chorarem.

E a velocidade com que Rey passa já a dominar a força? Mal descobre que possui a força, e minutos depois já tá controlando a mente de outros.

Aliás, tudo ocorre inverossimelmente muito rápido nesse episódio 7.

Ah! E não sou físico, mas acho que um dispositivo/obra não consegue sugar/estocar toda a energia de uma estrela, e o desaparecimento da mesma traria sérias consequências à todos os corpos que estivessem em sua área de abrangência gravitacional, inclusive ao próprio dispositivo/obra planeta que lhe sugou a energia...
Neil DeGrasse Tyson, também achou "estranho" essa "solução" :) :

In @StarWars #TheForceAwakens, se você sugar toda a energia de uma estrela pro seu planeta, seu planeta iria vaporizar.




In , if you were to suck all of a star’s energy into your planet, your planet would vaporize.

https://twitter.com/neiltyson/status/679001666138431488?ref_src=twsrc%5Etfw

 
Ah! E por fim (ainda teria muito mais detalhes a criticar, mas...) : como, por que casseta, alguém consegue entender exatamente o que os robozinhos falam, com seus bips e apitos??!! (Mas, ok, isso vem desde a primeira trilogia :). Ah! E o alfabeto de Chewie não é exatamente o mais compreensível do universo, também :) ).

Bem, depois dessa demonstração de "amor" pelo novo episódio, vamos ao que gostei:
Acho, que pra quem não conhece a trilogia original, ou fizer um esforço pra ignorá-la, esse episodio é bem legal, com falhas, claro, mas bem divertido.
Tecnicamente, mantem o padrão Star Wars, de sempre trazer a nata do momento em termos de efeitos visuais, sonoros.
Traz um vilão, Kylo Ren, bastante assustador e mais multifacetado, instável, conflituoso, que o Darth Vader do episódio 4.
E a força, principalmente do lado sombrio, nunca esteve tão sombria e poderosa. As sequencias em que se faz uso da força, são poderosas, fortes, impressionantes.
BB-8 é bem mais carismático do que R2D2 (desculpe, R2D2...).
Rey é uma personagem e atriz carismática, belíssima, e convincente como Jedi em potencial.
As lutas com sabre de luz são ótimas.
As sequencias de lutas com os sabres de luz serem realizadas em cenários "reais"; em meio a árvores, neve, terra, em lugar de cenários digitalizados de naves ou palácios irreais, tornou as sequencias mais verossímeis, convincentes.
E, surpreendentemente, gostei demais do Skywalker envelhecido de Mark Hammil. Conseguiu, sem dizer uma única palavra, passar todo peso dos anos de luta, das angustias, dos erros cometido. Uma expressão ao mesmo tempo triste, sofrida, amarga, envelhecida pela dor, mas também forte, poderosa, de inspirar respeito, poder, de sentir que ali está um ser poderoso, a se temer.
Valeu Mark Hammil!! Que sabe que esse foi e será o papel da sua vida, que tudo que ele tem e é deve a esse Jedi: Luke Skywalker.
Espero que o ator e a personagem, façam jus à essa primeira impressão nos próximos filmes.
Enfim, sim, eu vou acompanhar a nova trilogia, no cinema, como todos os outros (enquanto a força estiver comigo :) ).
 

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P.S. Atualização em 30/12/2015:

Ainda sobre Star Wars - Ep. 7 (gosto, mas sou chato :) )

Só agora saquei pq não quiseram aproveitar nenhuma ideia do George Lucas pro episódio 7. ... Eh pq eles resolveram usar (roubar) as ideias todas, que ele criou pros filmes anteriores... refilmaram o ep. 4 com pitadas do ep. 5... :)

Tá tudo la: um império do mal, imperador, Darh Vader, robozinhos, estrela da morte, Jedi em potencial, Jedis, Siths, a Força, sendo considerados mitos, etc, etc, etc, ... uau..

Grande "criatividade" do J.J. Abrams [ou de quem quer que seja(m) o(s) "autor(es)" desse "original"]...

Se gritar pega ladrão... :) :) :)

Qual será o subtitulo do Episódio 8? "A Primeira Ordem Contra-Ataca" ??? :) :) :)

Lucas deve tá pensando:... se era pra apresentar isso... bastava reexibir meu primeiro filme de Star Wars.. iriam poupar milhões... :) :) :) ...

Metem o pau na 2ª Trilogia (Ep. 1, 2, 3), as historias podem até serem ruins (não acho tão pavorosas, assim), mas são dele, e original, no mínimo historias novas, e não meras refilmagem...

#Episodio8VoltaLucas

Que a força esteja com vcs. Ela esta com LUCAS... 💪 :)

:) :) :)

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Via Edson Kunde:
"Star Wars resumo: gente que nunca manejou a nave ou a arma manejando melhor do que gente treinada para manejar a nave ou arma."
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George Lucas critica “Star Wars: O Despertar da Força”

O criador de Star Wars, disse o seguinte: “Eles quiseram fazer um filme retrô. Eu não gosto disso. Em todos os filmes eu sempre trabalhei duro para fazer um diferente do outro. Eu os fiz completamente diferentes, com planetas diferentes, naves diferentes, tudo para torná-los novos”.

Veja mais em:

http://ocapacitor.uol.com.br/cinema/nota-george_lucas_critica_%E2%80%9Cstar_wars__o_despertar_da_forca%E2%80%9D-12828.html

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Via Renato Silveira:

 Cara, eu reconheço todas as estratégias do Abrams em remeter ao filme de 1977, mas não me incomodei a ponto de não aproveitar a experiência de ver um bom filme da saga depois de tanto tempo. Ele não é o único que tem feito isso, é uma tendência (vide Jurassic World, vide Marvel, vide O Hobbit etc.), mas, claro, não serve de desculpa. Poderia muito bem ter feito um filme totalmente original, mesmo que seja bem difícil, convenhamos, já que nem o de 1977 é 100% original (vem de arquétipos da literatura e do próprio cinema). Enfim, eu compreendo a sua frustração, mas eu achei o filme bem massa, muito bem executado e gostei muito mais de vê-lo do que os três episódios do Lucas, que por mais histórias "novas" que tenham, são filmes chatos e quadrados, que caem a cada revisão.

Via William Will:

Sem querer levantar polemicas, nem iniciar uma discussão  "boba", e muito menos "vencer" o debate, mas apenas pontuar o quanto esse episódio 7 sugou do episodio 4 (sob a mascara de homenagem, referencia), há até a rivalidade entre dois oficiais/lideres no núcleo dos vilões:
Darth Vader vs Grand Moff Tarkin (Peter Cushing) e Kylo Rem vs General Hux.

Ah!!! É "homenagem" demais pro meu gosto.. :)...

Veja, até gostei desse novo filme; diverte, tem seus bons momentos originais (é o mínimo, tbm, a se esperar, né?!  Pois tbm, seria cara de pau demais refilmar fotograma por fotograma dos filme anteriores, né?!). Quem não acompanha a saga desde o princípio (principalmente os bem jovens, provavelmente vão adorar) , mas de boa?! Tá mais pra refilmagem do que pra prosseguimento.

"Todos os grandes filmes já foram feitos"
- Peter Bogdanovich -

Não concordo totalmente com essa frase do Bogdanovich (feita no final dos anos 1960), embora concorde que é difícil ser 100% original, principalmente quanto mais o tempo passa e novas obras vão sendo feitas; mas acho que dá pra se contar histórias diferentes, mesmo se mantendo dentro de uma moldura pré estabelecida...

Tô meio cansado de revivals, remakes, reboots, "homenagens", refilmagens, reciclagens,... Até por isso meio sem gosto pra maioria dos filmes de super-heróis, que acabam sendo praticamente idênticos, só mudando o nome que vem após o "Super- ", ou apos o "Homem- " :)  .
Mais afim de ouvir histórias novas, mesmo que "novas" entre aspas... :) ...

Enfim... :)

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Talvez esse fosse o cartaz e título mais adequado a esse novo episódio :):



















Brincadeira feita pelo ilustrador Robert Pierce.

E apenas para nosso deleite, algumas fotos de Daisy Ridley:

" - Pode usar sua força a vontade, em mim, sua Jedi linda!! ;)  "