terça-feira, 24 de julho de 2012

Você não se envergonha por ter se tornado o vilão?


Você não se envergonha de si mesmo, por ter se tornado o vilão?

Todos já fomos crianças um dia. E todos apreciávamos as historias de heróis, super-heróis, mocinhos versus bandidos. E todos queríamos ser o herói, aquele que salva o mais fraco das maldades do mais forte, aquele que impede o bandido de roubar, de estuprar, de matar, ser aquele que impede o valentão de humilhar o mais humilde, ser aquele que desmascara e prende o mau-caráter que rouba dinheiro público, que corrompe, que explora o mais desafortunado; enfim, todos sonhamos em nossa infância em ser o herói e não o vilão. Todos queríamos tornar esse mundo melhor e mais justo.

Então por que você cresceu e se tornou exatamente o oposto do que sonhava, daquilo que no seu intimo você sabe que é o correto?

Você não se envergonha de si mesmo, por ter se tornado o vilão?


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Religião, fé: uma obrigação?

Mensagem deixada por uma usuária, na pagina do Graffite, em resposta a eu postar o texto que está nas Informações/Sobre da Página (e que ninguem lê :( :

" - nossa bom vc falar...qual seu problema com religiao??eu hein aa q bom..nao vou dxr a comunidade por vc n ser religioso mais pela sya falta de fe!!!!! :-(

- um cara assim n deveria nen gostar do graffite
"

Algumas pessoas acreditam que ter fé, uma religião; é uma obrigação, e uma virtude; e o contrário, consequentemente, seria um defeito, algo do que se envergonhar. E que ter fé/religião, já a torna, automaticamente, uma pessoa melhor do que aqueles que não professem nenhuma fé religiosa (o que eu conheço de bandidos, gente que faz mal aos outros, religiosos... !!!).
Tenho poucas coisas sobre mim mesmo, da qual sinto orgulho. Mas se tem algo do que eu sinto orgulho, é exatamente de ter conseguido me desvencilhar das malhas das religiões e livros sagrados. E isso não é fácil, visto que somos desde a infância doutrinados a acatá-los sem questionamento.
Sou agnóstico; portanto não afirmo e nem nego a existência de um Deus.
Ser agnóstico é, simplificadamente, isso. É não se achar capaz, intelectualmente apto/dotado para afirmar ou negar qual seria a verdade absoluta acerca da origem do universo, da vida... de tudo.

Isso (me) traz algum benefício?! Muito pelo contrário. Agnósticos e ateus (que alguns pensam ser a mesma coisa), são, segundo algumas pesquisas, as pessoas mais repudiadas da sociedade, no mundo todo:
http://lista10.org/miscelanea/os-10-grupos-de-pessoas-mais-odiados-do-brasil/


Justamente por essa minha postura, de não mentir sobre minhas convicções religiosas, eu sou repudiado por algumas pessoas, inclusive na família. Parece que sinceridade, para fanáticos religiosos, só é uma virtude, se não for discordante com as crenças religiosas dos mesmos, caso contrário, é algo desprezível, digno de repudio, punição (divina ou humana, mesmo).
Logo os religiosos que pregam a sinceridade, o não mentir, como uma das principais virtudes apreciadas por Deus.

Nem recomendo que as pessoas, desde que não queiram sofrer malefícios de outrem, se revelem ou sempre digam a verdade sobre suas convicções, pois sinceridade, em muitos casos, e nesse especificamente, definitivamente não irá lhe trazer benefícios e nem a aprovação da sociedade, muito pelo contrário, isso será usado contra você, e vão sim lhe prejudicar, lhe alijar, lhe fazer mal por isso.

Não ter uma religião não implica, como podem pensar os obtusos, fanáticos religiosos, que eu me sinta livre para fazer "o mal", para "pecar" , para prejudicar a outrem, causar deliberadamente sofrimento/prejuízo algum, a quem quer que seja.
A última coisa no mundo que quero é causar qualquer dano, a qualquer ser desse planeta. Tento ser uma pessoa que só leve felicidade/bonança a qualquer ser vivo.
Porém, como ser humano falho como qualquer outro, cometo erros, tenho emoções negativas que as vezes me dominam, levando-me a errar com os outros, e consequentemente causando dor/mal, a eles e a mim mesmo.
Não professar uma religião, não implica em ser desprovido de amor ao próximo, de bons sentimentos, de não ser capaz de fazer concretamente o bem aos outros.
Justamente por não ter certeza de termos uma divindade amorosa e principalmente justa, olhando e intervindo por nós, é que busco, e acho que todos deveriam fazer o mesmo, auxiliar, cooperar com meu próximo. Prego que devemos ser um pelo outro, nos ajudarmos aqui mesmo na terra, pois não há garantia de compensação extra-vida. Temos que tentar ser felizes e levar felicidade ao próximo, é aqui e agora, mesmo.
Conheço algumas pessoas que pensam que não há muito problema em fazer algum mal para alguém aqui, pois depois Deus compensa essa pessoa na pós-vida. Perigosa essa convicção.
Ser ou não um cristão, judeu, muçulmano, espírita, adepto do candomblé, e um longo etc., não torna ninguém um ser do mal, ou do bem.
Acredito no seguinte:
Não se iludam. Vocês (nós), só têm uma religião/crença, porque foram desde o berço doutrinados/programados e aterrorizados para a ela se submeter. A aceitá-la cegamente, e sem questionamentos, sob a pena de sofrimento eterno caso não o façam.
Libertem-se.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Game of Thrones

A "magia" em Game of Thrones e obras similares.

Gostei muito da primeira temporada de Game of Thrones. Uma série que mescla bem aventura, drama, violência e sexo. Mas tem algo que surgiu com mais força na segunda temporada que me desagradou.

Mas antes um parêntese para falar do sexo na série.
Falando em sexo, algumas pessoas parecem se incomodar com produções que exibem sexo, genitálias (masculinas e femininas), consideram sexo algo ofensivo, vulgar, de "baixo nível", principalmente a exibição de genitálias. E costumam condenar e querer impor aos outros esses valores de aversão ao sexo. Querem tornar algo natural, vital, biologicamente e evolutivamente necessário para a sobrevivência/preservação da espécie (sem o qual eles não estariam aqui ;) ) em algo sujo, vergonhoso, feio, que deve ser escondido... enfim. A maioria é doutrinado para ter vergonha de suas genitálias, praticamente nega-las como parte natural do seu corpo. Herança da repressão religiosa, que parece condenar o prazer.

Voltando agora ao que me desagradou.
A série passou a apresentar elementos de fantasia, feitiçaria, bruxaria, pessoas com poderes sobrenaturais. Tornou-se uma produção de temática fantástica. Por que isso me desagrada? Porque na fantasia, tudo é possível. Com isso até a morte deixa de ser definitiva, deixa de ser um risco a se temer, visto que sempre é possível que algum personagem que morra possa ser reavivado por uma feitiçaria qualquer, alguma fada, algum mago, algum cristal mágico, algum "um Anel" todo poderoso, algum "dente cariado mistico", algum "pé de coelho do poder cósmico"...
Com isso, eu, deixo um pouco de me importar, preocupar, temer pela sorte de algum personagem, visto que os mesmo deixam de estar sujeito as leis naturais, as leis da física, a que todos estamos sujeitos. Sei-lá, quando uma produção deixa de se ater ao que é fisicamente possível, eu perco um pouco o envolvimento com as mesmas.
Embora muitos creiam em sobrenatural, misticismos, religiões, divino, etc., comprovadamente (ao menos até onde eu saiba), até o momento, só estamos sujeitos mesmo é as leis da física.
Achei ridícula/frustrante a morte/assassinato do "rei" Renly Baratheon.
Sei que, a fantasia/sobrenatural, fazem parte dos livros, que não li, mas me desagradam do mesmo jeito. Embora esteja querendo ler os livros (vá entender, né? ;) ).

Não é necessário nem ser inteligente, estudar, se esforçar, para se obter algo, quando a magia, o sobrenatural, poderes místicos/divinos, estão envolvidos.
Imaginemos o seguinte:
Um rei forma um exercito de milhares de soldados, recruta cientistas/inventores para criar armas mais poderosas, melhorar seu poder bélico, consulta sábios estrategistas e estudam o terreno, o número de soldados inimigos, seu poderio bélico, para elaborar a melhor tática/estratégia para incrementar sua possibilidade de vitória, etc.
Aí na hora da batalha, exercitos frente-a-frente, prontos para o combate; na hora de cada um por a prova todo seu esforço para vencer seu inimigo...;
vem um menino com uma varinha na mão, a agita e grita:
- "ABRAS KEDAVRAS!!"
E seu milhares de soldados desaparecem, ou suas armas derretem, ou...
Sério, que tem gente que acha isso legal???!!!! Empolgante?! Que tem orgasmos com isso?! Gozos de prazer?!
- Uhuuu!!! Que poder!
- Que vara poderosa!!!
Num universo "magico", "sobrenatural" isso seria possível.
Ah!, fala sério. Tem coisa mais frustrante; mais desanimadora?!
(E eu tenho uma estrategia para vencer a trupe de Harry Potter: Primeira coisa a fazer é cortar a língua deles, visto que parece que a magia/feitiçaria só se realiza se eles a falarem/gritarem ;) ).

Chato, eu? Talvez. Já gostei em minha infância e adolescência de fantasias, contos de fadas, histórias de bruxos e magos, gênios, cristais que conferem a quem o possua o poder de dominar o universo, etc... Mas, hoje em dia, isso tudo em geral me afasta.
Mas há ainda, algumas, poucas, produções do gênero que me agradam. A saga "Senhor dos anéis", é muito divertida, apesar do "Um anel" ;)... Sei que essas fantasias, objetos mágicos, são metáforas, alegorias, que representam, falam de verdades, situações, valores da vida real, etc.. Mas fazer, o que? Com o tempo eu fui perdendo o gosto por sobrenatural. A série "Harry Potter", por exemplo, muito legalzinha, muito bonitinha, mas, para mim, muito infantiloide. Enfim.

Mas pretendo continuar assistindo Game of Thrones, pois apesar dos elementos fantásticos/sobrenaturais, há o drama, a aventura, dilemas que se sobrepõe ao conto de fadas. Vejamos até quando ;).

Agora, já gosto muito de ficção cientifica, inclusive a Saga "Star Wars" (que é praticamente uma fantasia com sua "Força", que rege aquele universo), que tenho completa aqui em casa. No que elas diferem das fantasias (filmes de terror incluso)? É que pelo menos em tese, elas se baseiam naquilo que, ao menos em teoria, e mesmo com os eventuais exageros, poderia ser fisicamente, cientificamente possível, um dia, no tempo, passado ou futuro...ou há muito tempo, em uma galaxia muito distante... ;)...

Na verdade eu acho que eu estou ficando é velho... :)...

Pra compensar essa ranzinzice toda, fique com esse gif em que Maisie Williams (a Arya Stark de Game of Thrones), mostra que tem ginga :>) :












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ATUALIZAÇÃO (em 01/01/2020), após assistir a "Star Wars, A Ascensão Skywalker": A força, também, se tornou totalmente sem limites. Ou seja de acordo com a conveniência esse poder pode ou não resolver impossibilidades apresentadas... e com isso perde-se a catarse. Enfim, qual a graça? O que temer? Pelo o que ficar tenso, apreensivo? Por que torcer por alguém?

Veja nessa postagem minha analise sobre "A Ascensão Skywalker" e sobre a saga Star Wars como um todo:
Star Wars, ninguém (relevante) realmente morre

https://womni.blogspot.com/2020/01/star-wars-ninguem-relevante-realmente.html
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E o próprio George R.R. Martin tem suas ressalvas em questão à magia:

Game of Thrones, Omelete Entrevista George R.R. Martin
Autor fala sobre o início dos livros, quando aceitou transformá-los em série para TV e o que mais tem gostado do programa

Nesse trecho o autor toca na questão da magia/fantasia:

"...Eu queria dar o sentimento de maravilhas e mistérios, dar ao leitor coisas que ele não teria no mundo ordinário e mundano da ficção mas, ao mesmo tempo, isso pode arruinar um bom livro de fantasia. Quando a magia é excessiva ou é apenas jogada na história, sem contexto, ela pode acabar tomando o livro. De repente, tudo gira em torno da magia, o drama inerente da condição humana é perdido e os personagens resolvem seus problemas apenas com um encantamento ou com o acenar de uma varinha. Ter magia de uma forma contida é algo que pode ser feito e eu tentei fazer o melhor que pude, mas isso requer muitos cuidados. ..."

http://omelete.uol.com.br/series-e-tv/game-thrones-omelete-entrevista-george-rr-martin/


domingo, 13 de maio de 2012

Gibran Khalil Gibran

Publico abaixo alguns textos de Gibran Khalil Gibran.

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" Havia num bosque isolado uma bonita violeta que vivia satisfeita entre suas companheiras. Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, radiante e orgulhosa. Gemeu a violeta, dizendo:
"Pouca sorte tenho eu entre as flores: Humilde é meu destino! Vivo pegada à terra, e não posso levantar a face para o sol como fazem as rosas." A Natureza ouviu, e disse à violeta: "Que te aconteceu, filhinha? As vãs ambições apoderaram-se de ti?" - Suplico-te, ó Mãe poderosa, disse a violeta. Transforma-me em rosa, por um dia só que seja. - Tu não sabes o que estás pedindo, retrucou a Natureza. Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas.
- Transforma-me numa rosa esbelta e alta, insistiu a violeta. E tudo o que me acontecer será a conseqüência dos meus próprios desejos e aspirações.
A Natureza estendeu sua mão mágica, e a violeta tornou-se uma rosa suntuosa. Na tarde daquele dia, o céu escureceu-se, e os ventos e a chuva devastaram o bosque. As árvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre. E uma delas, olhando em volta de si, gritou às suas companheiras:
"Hei,vejam o que a tempestade fez das grandes plantas que se levantam com orgulho e impertinência."
Disse outra:
"Nós nos apegamos à terra; mas escapamos à fúria dos
furacões." Disse uma terceira:
"Somos pequenas e humildes; mas as tempestades nada podem contra nós." Então a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no chão como morta. E disse:
- Vejam e meditem, minhas filhas, sobre a sorte da violeta que as ambições iludiram. Que seu infortúnio lhes sirva de exemplo!

Ouvindo essas palavras, a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas as suas forças, disse com voz entrecortada: "Ouvi, vós, ignorantes, satisfeitas, covardes. Ontem, eu era como vós, humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver como vós, pegada à terra, até que o inverno me envolvesse em sua neve e me levasse para o
silêncio eterno sem que soubesse dos segredos e glórias da vida mais do que as inúmeras gerações de violetas, desde que houve violetas. Mas escutei no silêncio da noite e ouvi o mundo superior dizer a este mundo:
'O alvo da vida é atingir o que há além da vida'. Pedi então à Natureza - que nada mais é do que a exteriorização de nossos sonhos invisíveis - transformar-me em rosa. E a Natureza acedeu ao meu desejo. Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos das rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as pétalas das rosas. Pode alguma de vós vangloriar-se de tal honra? Morro agora, levando na alma o que nenhuma alma de violeta jamais experimentara. Morro, sabendo o que há atrás dos horizontes estreitos onde nascera. É esse o alvo da vida."
[Gibran Khalil Gibran]

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" Disse uma folha de papel branco :
“Pura fui criada e pura permanecerei para sempre.
Antes ser queimada e convertida em brancas cinzas, do que suportar que a negrura me toque ou o sujo chegue junto de mim”.
O tinteiro ouviu o que a folha de papel dizia, e riu-se em seu escuro coração. Mas não ousou aproximar-se dela. E os lápis multicoloridos ouviram-na também, e nunca se aproximaram dela.
E a folha de papel, branca como a neve, permaneceu pura e casta.
Para sempre.
Pura…
Casta…
E vazia…. "
[ Gibran Khalil Gibran ]

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terça-feira, 10 de abril de 2012


O Deus de Einstein.

Resposta de Einstein, sobre sua crença (ou não) em Deus.

Um importante líder judeu ortodoxo de Nova York, o rabino Herbert
Goldstein, lhe enviou um telegrama com o seguinte questionamento:

"Você acredita em Deus? Ponto. Resposta paga. 50 palavras."

Ele não precisou de tudo isso para formular a resposta:

"Eu acredito no Deus de [Baruch] Espinoza [pensador holandês, 1632-
1677.], que se revela na harmonia de tudo o que existe, mas não em um Deus que se preocupa com o destino e os afazeres de toda a humanidade",
telegrafou Einstein.

E essa resposta é bastante parecida com uma de suas frases mais famosas:

"Eu não posso conceber um Deus que influencia diretamente as ações dos indivíduos ou julgue as criaturas que ele mesmo criou", citada no livro
"Albert Einstein - The Human Side" ("A.E. - O Lado Humano"), que faz uma coletânea de frases extraidas de cartas escritas pelo físico.

fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG79734-7855-196,00-O+DEUS+DE+EINSTEIN.html

Trechos extraídos da revista Galileu de novembro de 2007, da matéria de capa (creio que vale a pena adquirir a revista e ler a matéria inteira) :



Revista Galileu - edição 196 - Novembro de 2007


O Deus de Einstein.
de Marcelo Gleiser

Em meados dos anos 1930, o diplomata e mecenas alemão conde Harry Kessler (1868-1937) chegou para o já renomado Albert Einstein e lançou: "Professor, ouvi dizer que você é profundamente religioso". Sem se alterar, o cientista respondeu: "Sim, você pode dizer isso. Tente penetrar, com os nossos meios limitados, os segredos da natureza. Você vai descobrir que, por trás de todas as concatenações discerníveis, há algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião. Até certo ponto, de fato, eu sou religioso".

Apesar de um tanto escorregadia, a resposta - e outras declarações ao longo da sua vida - não dá muita margem a dúvidas: Einstein acreditava em Deus. Embora seja bem menos complicada de entender do que a Teoria da Relatividade, a idéia que o cientista desenvolveu do Todo-poderoso é cheia de sutilezas e meios-tons. Isso fez com que, assim como suas descobertas científicas, seus conceitos religiosos gerassem controvérsias e discussões que chegam acesíssimas aos dias de hoje.

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Quem acha que ciência e religião são duas coisas completamente antagônicas deveria ler a célebre autobiografia de Albert Einstein. Pois um dos maiores nomes das ciência de todos os tempos, o homem que nos presenteou com toda uma nova visão de mundo, era uma pessoa profundamente religiosa. Porém o sentido dessa religiosidade deve ser entendido com muito cuidado.

Einstein detestava autoridade de qualquer espécie, especialmente a que se impunha por meio de ortodoxias religiosas ou políticas. Não acreditava em um deus sobrenatural ou em qualquer forma de religião organizada. Sua religiosidade foi evoluindo aos poucos, do tradicional ao pessoal, uma história de amor entre a razão e o mundo.
Como ele mesmo afirmou, quando menino era bastante religioso no senso comum, mistificado pelos mistérios da natureza e pela possibilidade de um deus criador. Com 5 anos, seu pai deu-lhe uma bússola de presente. O menino Einstein olhava boquiaberto para o instrumento, tentando entender porque apontava sempre para o norte, que segredos ocultava. Forças invisíveis estavam atuando, revelando um aspecto mágico da natureza, uma realidade que ia além da nossa percepção sensorial.

Aos 12 anos, essa fé num criador que comandava o mundo se transformou. Einstein deixou de acreditar nas histórias da Bíblia e passou a se aprofundar no estudo da ciência. Se a natureza ocultava a sua essência dos homens, cabia a eles tentar desvendá-la. E, para isso, o único caminho era por meio do uso da razão, do método científico. Apenas desse modo seria possível mergulhar fundo nos mistérios do Cosmo e decifrá-los para que todos compartilhem de sua beleza. Einstein considerava essa busca, a devoção de um cientista, a verdadeira religião:
"A mais profunda emoção que podemos experimentar é inspirada pelo senso de mistério. Essa é a emoção fundamental que inspira a verdadeira arte e a verdadeira ciência", escreveu.
Vemos que os mistérios do mundo despertavam a mesma emoção que sentiu quando era menino, ao ver a bússola apontar para o norte. A emoção do menino inspirou a devoção do cientista, uma devoção que o próprio Einstein acreditava ser essencialmente religiosa:
"A existência de algo que nós não podemos penetrar, a percepção da mais profunda razão e da beleza mais radiante no mundo à nossa volta, que apenas em suas formas mais primitivas são acessíveis às nossas mentes — é esse conhecimento e emoção que constituem a verdadeira religiosidade; nesse sentido, e nesse sentido apenas, eu sou um homem profundamente religioso".

Para Einstein, a religião organizada, com sua enfase em hierarquias e poder, com seu autoritarismo e repressão, violava a essência da espiritualidade humana, que deveria ser livre para dedicar-se ao que existe de mais importante em nossas vidas, o mundo onde vivemos e as pessoas com quem dividimos nossa existência. Nós somos matéria antes, durante e após as nossas vidas, matéria em diferentes níveis de organização. Enquanto vivos, nada mais nobre do que nos entregarmos à natureza, ao seu estudo e contemplação.

Era essa a essência da religiosidade humana, associar o sagrado à natureza, e não a uma divindade antropomórfica, vaidosa e caprichosa. Einstein acreditava na força da matemática, da razão, para decifrar a essência do mundo natural. Seu credo era formado por equações, a língua universal do Cosmo. Durante as três últimas décadas de sua vida, dedicou-se à busca de uma teoria unificada, uma teoria capaz de descrever todos os fenômenos naturais a partir de uma única foça, a causa de todas as causas, o princípio absoluto. Se Einstein acreditava em algum Deus, era nesse, cuja essência única se ocultava na diversidade dos fenômenos naturais, como uma noiva que oculta o seu sorriso por trás de um véu, seduzindo o noivo a vislumbrá-lo.

MARCELO GLEISER, de 48 anos, é professor do Dartmouth College, nos Estados Unidos, e autor de cinco livros sobre ciência e conhecimento.

Clipboard Manager

Clipboard Manager - Gerenciador da Área de Transferência do Windows.

Para aqueles, como eu, que as vezes copia/recorta algo, para colar em algum outro lugar/programa e esquece e copia/recorta outra coisa e acaba perdendo a anterior antes de utilizá-la.
Estou usando o "Clipboard Manager" e até o momento estou gostando. Simples, não precisa instalar, apenas descompacte e execute o executável .exe. O Clipboard Manager é um freeware.

O que é a  Área de Transferência?

Trecho extraido do site do Benito Piropo, explicando o que é a  Área de Transferência:

A Área de Transferência (“Clipboard”) é o local onde Windows armazena os itens “copiados” (Ctrl+C)  ou “recortados” (Ctr+X) de alguns documentos para serem “colados” em outros (Ctr+V)


Já o dicionário Vicon, do tradutor Lingoes, define área de transferência, como: 

clipboard :
n. (Informática) quadro de edição, quadro de cortes, local na memória onde é armazenada temporariamente uma parte de um documento que foi cortada para ser editada; prancheta (com prendedor).


Mas a área de transferência  não armazena apenas trechos de textos de documentos. Esses trechos/partes, são nominados no Windows como "Clip" . Clip nesse contexto da informática, significa recortes, trechos, partes de algo (de documentos, imagens, etc.) . Ela quarda tudo que voce copia/recorta via comandos Control + c ou Control + x ou usando as opções Copiar, Recortar,  dos menus dos programas. Ela guarda informações/dados sobre os arquivos que você seleciona e sobre os quais executa os comandos de copiar/recortar, para transferir entre as pastas, também. Usa-se o comando Control + v (ou opção Colar nos menus),  para colar o clip ou arquivo armazenado no local/programa desejado.


Porém ao contrário do Windows (e creio que demais sistemas operacionais), que só mantem um clip por vez, apagando o anterior ao se dar um novo comando de copiar/recortar, o Clipboard Manager mantém vários. Não sei a quantidade máxima de clips que ele armazena, mas com certeza há um limite (provavelmente determinado pela quantidade de memória RAM do computador). Veja, na imagem 01 abaixo, trecho com a janela do Clipboard Manager, que exibe a quantidade de clips que tenho armazenados no mesmo, no momento (total de 19 clips):





















Imagem 01 
"clips" armazenados no Clipboard Manager


Se quiser que o Clipboard manager carregue junto com Windows, clique com direito no ícone do programa no systray (área ao lado do relógio) e em Options e marque Load with Windows (há outras opções de configurações para o programa, também).
Um clique no ícone do programa (ou usando se o atalho de teclado "Contol + s) e abre a janela com o(s) conteúdo(s) copiado(s). Selecione um e dê Enter, em seguida copie onde quiser (desde que o programa/local suporte o conteúdo que se está copiando). Clicar com o direito em cada clip copiado/recortado, oferece mais opções e informações sobre o conteúdo do clip em questão.


Enfim, me parece uma boa solução; e o arquivo para baixar é minusculo, 174 KB (compactado), e o programa todo, com seus arquivos já descompactados em uma pasta, ocupa 524 KB (desprezível, hoje em dia).


Baixe-o nos links abaixo:

http://www.4shared.com/zip/et-jTmA3/ClipMan_Setup.html 

http://bayfiles.com/file/7utB/A84993/ClipMan_Setup.zip

http://www.baixaki.com.br/download/clipboard-manager.htm


Mais algumas imagens do Clipboard Manager:












Imagem 02
 

Imagem 03

Caso o Clipboard Manager não te agrade, há vários outros programas para gerenciar e acrescentar mais recursos à área de transferência, além do Clipboard Manager, gratuitos e pagos, faça uma busca pela internet e os encontrará.

terça-feira, 13 de março de 2012

Meninas e o álcool

Meninas, meninas (serve para os "meninos", também)...
Não há nada de atraente, admirável, sexy, em se entupir de álcool. As meninas/mulheres estão a cada dia bebendo/fumando (e sabe-se lá o que mais) cada vez mais. Para se divertir, curtir, ser popular, ser descolada, a independente, a divertida, a festeira, a legal...
Não se iludam, homem nenhum (e mulher nenhuma para os homens), realmente gostam de um bebum, ou fumante (ou demais drogados). Nada contra sexo (com responsabilidade), afeição, diversão, festa, ... alegria, enfim. Mas e a saúde de vcs?? Será que isso não vale mais do que ser "a alegria da festa". Obvio/claro, que algumas (alguns) usam as bebidas (drogas), como uma muleta, pra se soltar e fazer o que realmente querem, sob um manto de que "tava chapado", nem ví o que fiz. Ok, quer transar, transe, (mas lembre-se, para tudo na vida há consequencias). Na ansia de ter todos os direitos dos homens (o que é correto), as mulheres cometem até as falhas e atitudes reprovaveis e imbecís dos homens. Acabam se tornando escravas dos vícios, e a saúde (tanto física, como mental), principalmente a médio e longo prazo, se esvai.
A única coisa que atrai um homem em uma bêbada, drogada, é a facilidade de "come-la" e dane-se as consequencias para ela... afinal, puta tem mais é que se fuder mesmo (na cabeça dessses "príncipes", né).
Vale para os homens também, que querem uma "princesa", mas, são eles próprios, uns imbecís/babacas bebados/drogados.

E sinceramente, o que há de atraente, sexy, em uma pessoa bebada, drogada???

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Khan Academy em português

Khan Academy, é um projeto maravilhoso criado por Salman Khan, com aval e financiamento de Bill Gates, que tem como objetivo educar e ensinar com qualidade, gratuitamente, via internet, todos os povos. Inicialmente somente em Ingles, mas finalmente está sendo traduzido para português.
Taí algo que creio, sinceramente, vale a pena compartilhar.

http://www.fundacaolemann.org.br/khanportugues/















 Salman Khan














Bill Gates e Salman Khan

Esse projeto está sendo aos poucos traduzido para o português. O objetivo é ambicioso. Educar/ensinar, transmitir todo o conhecimento existente sobre todas as disciplinas: Matematica, Física, Química, Biologia, Geografia, etc... atraves de videos/pela internet. Bill Gates, passou a financiar o projeto ao ver que seus filhos adoravam e aprendiam assistindo as aulas de Salman Khan, criador do projeto.
Sinceramente, fiquei muito feliz com essa notícia da tradução e acho que é para isso que a internet deve ser essencialmente utilizada. Esse é, creio, um dos mais nobres projetos criados para internet. Esse eu irei compartilhar o máximo que puder (já postei no twitter, google+,
orkut, msn...) :>)...

Segue abaixo um dos videos, já traduzidos para o português:

Introdução à seleção natural


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Brasil

Tragédias

O Japão foi devastado por terremotos, tsunamis, etc... E as cidades atingidas, já estão intactas e com tudo funcionando normalmente, ou faltando pouco para isso, em menos de um ano, após o ocorrido. Aqui no Brasil muitas áreas atingidas anualmente por tragédias (em geral causadas pelas chuvas), principalmente áreas de populações pobres, continuam aos pedaços, anos depois, mesmo recebendo verbas para recuperação (o dinheiro "some").
Tem hora que mata de raiva morar nesse país, viu.

http://www.youtube.com/watch?v=Vzzqr8DX0e4



E não aguento mais esse mesmo papo todo ano, de que foi inesperada, a quantidade de chuvas, que superou em um dia o esperado para um mês.
Putz. Calculem para um milhão de vezes acima do esperado, então, e façam obras que suportem. Obvio há sempre tragédias que nada evita. Mas aqui as tragédias são mais do que sabidas, que ocorrerão, onde e quando (épocas das chuvas). E não se toma providencia preventiva nenhuma. Aí, quando uma encosta, que era obvio que cairia se não construíssem um muro de contenção nela, desaba, e além de prejuísos materiais, ceifa várias vidas ... as autoridades vêm com o papinho de "tragédias inesperadas"... O que não é inesperado, com certeza, é esses mesmos safados, virem pedir voto, com promessas de eliminar essas tragédias com obras... Que raiva, desse povo...

Voto Facultativo

Por isso só a favor de voto facultativo (que não impede ninguém de votar, apenas não obriga. Qualquer um continuaria tendo o direito de votar, rico ou pobre). Creio que isso talvez impedisse vários safados de se perpetuarem no poder, ganhando votos de pessoas que mal sabem o nome dos candidatos que elas elegem, e são mais facilmente ludibriadas, por alguém com boa lábia, e que; se não fossem obrigadas, talvez não votassem, por consciência de sua inaptidão política, e até por opção, por não se interessar/entender/gostar de política.

Talvez não mudasse nada? Sim. Mas poderíamos ao menos dar uma chance a esse método, não? Visto que o método há décadas adotado por nós, não tem tido muito sucesso em proporcionar uma sociedade com padrão de vida mais equilibrado entre a maioria da população, em gerar desenvolvimento/criação industrial/tecnológico, genuinamente nacional. Façamos um plebiscito e experimentemos por um período. Não sei qual seria o período adequado, não sou cientista político, sociólogo, antropólogo, etc.; mas profissionais da área devem saber calcular um período mínimo (sei-lá... duas eleições, três? Se piorasse voltaríamos ao método anterior).

Colonização

Outro papo que não aguento mais, é de que somos um país subdesenvolvido (ou, eternamente, em vias de desenvolvimento), porque fomos colonizados para exploração, ao contrário dos USA, que foram colonizados para povoamento. Por isso a diferença de desenvolvimento social/educacional/industrial/tecnológico, entre os dois países, que têm praticamente a mesma idade.

O Brasil foi descoberto pelos europeus em 1500, por uma expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral. O território brasileiro, até então habitado por povos ameríndios, a partir daí torna-se uma colônia do império ultramarino português
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil

Em 1492, o explorador Cristóvão Colombo sob contrato com a coroa espanhola chegou a várias ilhas do Caribe, fazendo o primeiro contato com os povos indígenas. Em 2 de abril de 1513, o conquistador espanhol Juan Ponce de León desembarcou em o que ele chamou de "La Florida" — a primeira visita europeia documentada no que viria a ser os Estados Unidos Continentais.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos

Ok. A forma de colonização influencia, sim, a forma como um país se desenvolve e o resultado anos depois. Mas isso foi há mais de 500 anos atrás. Quanto tempo pra gente se livrar da influencia desse início desfavorável?? Mil anos? Dois mil? Ou estamos fudidos pela eternidade? Temos mais de 189 anos de declaração de independência (os USA tem 235 anos - diferença de 46 anos).

Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, no início do século XIX. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a historiografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe-regente no Brasil, D. Pedro de Alcântara de Bragança, também príncipe real do reino unido de Portugal, Brasil e Algarves, bradou perante a sua comitiva: "Independência ou Morte!". Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores em nossos dias.
(189 anos de independência do Brasil em 2011)

A Declaração da Independência dos Estados Unidos da América foi o documento no qual as Treze Colônias na América do Norte declararam sua independência do Reino Unido, bem como justificativas para o ato. Foi ratificada no Congresso Continental em 4 de julho de 1776, considerado o dia da independência dos Estados Unidos.
(235 anos de independência dos USA em 2011)

Há países como a Coréia do sul que conseguiram sair de uma situação de pobreza e foi para um estagio de país altamente desenvolvido, criador de tecnologia, alto padrão de qualidade de vida, em menos de 60 anos, investindo maciçamente em educação.
Enfim, esse conformismo com nossa situação, porque, tadinhos de nós, fomos explorados, no início, então estamos fudidos por isso, não me convence. Não tenho resposta pra essa pasmaceira de nosso povo, mas culpar o tipo de colonização que sofremos, não aguento mais ouvir como desculpa.

7 lições da Coréia para o Brasil:
http://veja.abril.com.br/160205/p_060.html

Impunidade

Aqui se desvia... aliás, desvia, não, vamos usar o termo correto; roubam, até alimentos enviados para vitimas de tragédias naturais... E muitas vezes são as próprias autoridades responsáveis; os prefeitos, os secretários, vereadores, militares, etc; os ladrões... E se descobre isso, e esse povo não vai preso; e ainda são reeleitos... Como pode isso??

Riqueza

Fomos classificados como 6ª economia do mundo, em 2011. Qual a vantagem disso, se essa riqueza se concentra nas mãos de um grupinho, alguns há séculos no topo? Melhor seria ser a 100ª mais rica desde que houvesse uma distribuição de riqueza mais equilibrada e justa.

Enfim, ou o povo toma consciência e age nas urnas, nas escolas, nas ruas, em casa, para mudar nossas condições e destino, ou daqui outros 500 anos estaremos ainda culpando o tipo de colonização que sofremos, a exploração que sofremos das nações desenvolvidas, etc., etc., etc. :(



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Dízimo - Inteligencia dos povos antigos

Revendo essas imagens, já antigas, mas, cada dia mais atuais, dos "homens de Deus", dando e tomando aulas de como "ministrar" a “palavra de Deus" e recolher o "sagrado dízimo”, que segundo eles, é ordem de Deus, e portanto uma obrigação de todo verdadeiro homem de Deus.

http://www.youtube.com/watch?v=o0iQji3nhqk




Eu não sei qual sentimento meu é maior: se é o desdém e ódio por esses ladrões safados, ou se é a dó pelos ingênuos, ignorantes, que caem nas lábias dessa corja, e realmente acreditam que a Bíblia tem a autoria de Deus.
Ah. E não sou retardado a ponto de achar que a Globo é uma santa a serviço do povo, não. O deus de toda empresa é um só: o dinheiro. É apenas um safado falando do outro. Mas o importante é expor as safadezas.

Claro que na Bíblia consta a oferta do dízimo à igreja/"Deus"; foram os próprios interessados que a escreveram ao longo dos séculos.

E vejam bem. Eu não tenho nada contra o dinheiro em si. Possuir bens materiais, conforto material, fartura, se divertir, dançar, etc.;... ser feliz. É muito bom. Eu também busco o conforto material, bens que proporcionem a mim e aos meus, alegrias, conforto, fartura, saúde física e mental. Não vejo nada de errado nisso. Desde que se o obtenha de forma honesta, sem ludibriar seu próximo, principalmente àqueles mais desafortunados, tanto financeira como intelectualmente. Principalmente em nome de Deus. Deus não precisa de nada. Se esse dinheiro for usado para ajudar aos fiéis da igreja, ótimo. Mas, acho um absurdo, que haja membros da cúpula das religiões desfrutando de mordomias, enquanto houver um fiel que esteja vivendo em condições precárias, de moradia, de saúde, e educação.

Como sempre digo. Não ter religião, não implica em não ter amor ao próximo, em não buscar o trabalho em conjunto visando o bem comum. Muito pelo contrário. Exatamente por não termos a certeza de um ser divino intervindo por nós, é que devemos nós mesmos, nós ajudarmos. Devemos fazer o bem, não por amor ou medo de um Ser Superior, mas por amor aos seres inferiores, ou seja, nós mesmos. Quem precisa de ajuda somos nós, seres inferiores. Seres superiores, não precisam de ajuda.

Somente fica na ignorância quem quer. Hoje em dia com a internet, pesquisar, conferir, confrontar é super fácil. Se dominar o inglês então, o que não faltará é material, contra e a favor. E você não precisa de ningúem para interpretar para você. Leia você mesmo sua Bíblia (de qualquer religião) de forma lógica.
Evidente, que não há problema algum em buscar o auxílio de pessoas mais instruídas, mais cultas e mais inteligentes que nós (há pessoas melhores e piores que a gente em todas as áreas). Mas reserve-se o direito de tirar suas próprias conclusões, reserve-se o direito da dúvida, mesmo que essa dúvida vá de encontro as conclusões de um outro, provavelmente mais sábio que você. Reserve se o direito de pensar por si mesmo. Reserve-se o direito do: Será?
Sei que descobrir que o que achávamos ser uma Verdade absoluta não passa de uma farsa é duro. É um baque que nem todos conseguem absorver, e a repulsa a essa descoberta é forte, incontrolável. Afinal somos programados para repudiar como algo do capeta a simples idéia de questionar. Somos programados a não pensar. Pensar com lógica é pecado mortal em qualquer religião.
E há pessoas que preferem viver na ignorância. É mais confortável, e traz menos angustias, essa é a verdade. E há também aquelas que serão mais felizes, assim.
E na bíblia há, sim, muitas mensagens belas, que orientam a uma vida digna e de respeito e amor ao próximo.

Qualquer mensagem de amor, solidariedade, fraternidade, cooperação, união, compartilhamento, tolerância, entre nós, homens e mulheres, é muito mais importante do que a comprovação da existência de seu autor.

"Amar ao próximo como a si mesmo" é belíssimo e uma meta a si alcançar, independente do autor.

"Garimpando" bem encontra-se muitas jóias na bíblia. Apenas acho estranho, que tenha-se que selecionar o que é bom e o que é ruim no texto "sagrado". Não deveria ser todo ele bom, irrefutável, exemplo de bondade, justiça e amor!?

Citações do dízimo na biblia:

http://www.bibliaon.com/dizimo/

Autores de textos tão belos e complexos.

Agora uma questão meio fora do assunto dízimo, mas, que me intriga.
É algumas pessoas atribuírem a bíblia a Deus, devido à inteligência/complexidade e beleza dos textos, mensagens, que segundo eles, não poderiam vir das mentes primitivas e tão inferiores dos homens da época. Não nos esqueçamos, que a Bíblia, segundo os crentes religiosos, embora escrita por homens, foi inspirada, pelo próprio Deus. Ou seja, segundo os religiosos, os homens da época não teriam inteligência e nem capacidade intelectual para elaborarem tais textos tão inspirados e complexos.
Esse pessoal parece esquecer e subestimar a inteligência do homem ao longo da história.
Muito antes da bíblia e de cristo já temos relatos de homens inteligentíssimos, que não só elaboraram textos, como trabalhos, ainda hoje complexos e que poucos de nós (eu mesmo me incluo entre os muitos que não teriam capacidade) teríamos a capacidade intelectual/cognitiva para entende-los, explicá-los e muito menos sermos seus autores.
Alguns exemplos:
- Arquimedes e seu “Princípio de Arquimedes”.
- Pitágoras e seu “Teorema de Pitágoras”
- Tales de Mileto e suas contribuições à geometria.
- Os antigos gregos mediram a distancia da terra a lua, ao sol, sua circunferência, com resultados bem próximos ao encontrados posteriormente, sem os instrumentos de alta precisão que temos hoje.

E estou citando apenas os gregos, mas há exemplos de homens e seus feitos inteligentíssimos, entre vários povos: os chineses, os árabes, os egípcios, etc.
Evidente que em toda época há homens de vários graus de inteligências. E os gênios são sempre muito poucos entre nós, em qualquer época.
Os homens antigos, anteriores ou posteriores a bíblia, podiam não ter o acumulo de conhecimentos e instrumentos que possuímos hoje, mas estão longe de não serem inteligentes e capazes de feitos que ainda hoje impressionam, e que poucos de nós seriamos capazes de reproduzir, mesmo com todos os recursos de que dispomos hoje.

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