segunda-feira, 18 de julho de 2016

Boas e más razões pra crer

BOAS E MÁS RAZÕES PARA CRER
Richard Dawkins (2003)
(Em português e original em inglês)

 Querida Juliet,

Agora que você fez dez anos, quero lhe escrever sobre algo que é muito importante para mim. Você já se perguntou sobre como sabemos as coisas que sabemos? Como sabemos, por exemplo, que as estrelas, que parecem pequenos pontos no céu, são na verdade grandes bolas de fogo como o Sol e ficam muito longe? E como sabemos que a Terra é uma bola menor, girando ao redor de uma dessas estrelas, o Sol? A resposta para essas perguntas é “provas”.

Às vezes “prova” significa realmente ver (ou ouvir, ou sentir, cheirar...) que algo é verdade. Astronautas viajaram longe o suficiente da Terra para ver com seus próprios olhos que ela é redonda. Às vezes nossos olhos precisam de ajuda. A “estrela-d’alva” parece uma sutil cintilação no céu, mas com um telescópio você pode ver que ela é uma linda bola - o planeta que chamamos de Vênus. Uma coisa que você aprende diretamente vendo (ou ouvindo, ou cheirando...) é chamada de observação.

Freqüentemente, a prova não é só uma observação por si só, mas há sempre observações em sua base. Se aconteceu um assassinato, é comum ninguém (menos o assassino e a pessoa morta!) ter visto o que aconteceu. Mas os detetives juntam diversas observações que podem apontar na direção de um suspeito. Se as impressões digitais de uma pessoa coincidirem com as encontradas num punhal, isso é uma prova de que ela tocou nele. Isso não prova que ela cometeu o assassinato, mas pode ser uma informação útil, junto com outras provas. Às vezes um detetive consegue pensar sobre várias observações e então de repente perceber que todas se encaixam e fazem sentido se fulano de tal cometeu o crime.

Os cientistas - os especialistas em descobrir o que é verdade sobre o mundo e o universo - freqüentemente trabalham como detetives. Eles dão um palpite (chamado de hipótese) sobre o que talvez seja verdade. Depois dizem para si mesmos: “Se isso realmente for verdade, devemos observar tal coisa”. Isso é chamado de previsão. Por exemplo, se o mundo realmente for redondo, podemos prever que um viajante que caminhar continuamente numa mesma direção acabará no ponto de onde partiu.

Quando um médico diz que você está com sarampo, ele não olhou para você e viu sarampo. A sua primeira observação lhe fornece a hipótese de que você talvez tenha sarampo. Então ele diz para si mesmo: se ela realmente está com sarampo, devo encontrar... E ele então consulta sua lista de previsões e testa-as usando seus olhos (você está com pintas?), mãos (sua testa está quente?) e ouvidos (seu peito está com um chiado?). Só então ele toma a decisão e diz: “Meu diagnóstico é que essa criança está com sarampo”. Às vezes, os médicos precisam fazer outros testes, como exames de sangue ou raio X, que ajudam seus olhos, mãos e ouvidos a fazer observações.

O modo como os cientistas usam provas para aprender sobre o mundo é muito mais engenhoso e complicado do que consigo dizer numa breve carta. Mas agora quero deixar de lado as provas, que são uma boa razão para crer em algo, e alerta-la sobre três más razões para acreditar em algo. Elas se chamam “tradição”, “autoridade” e “revelação”.Primeiro, a tradição. Alguns meses atrás, fui à televisão para ter uma conversa com cerca de cinqüenta crianças. Essas crianças foram convidadas por terem sido criadas segundo diferentes religiões: algumas como cristãs, outras judias, muçulmanas, hindus ou sikhs. Um homem com um microfone ia de criança em criança, perguntando no que acreditavam. O que elas responderam mostra exatamente o que quero dizer com “tradição”. Suas crenças não tinham nenhuma relação com provas. Elas simplesmente papagaiavam as crenças de seus pais e avós que, por sua vez, também não eram baseadas em provas. Elas diziam coisas como: “Nós, hindus, acreditamos em tal e tal”; “Nós, muçulmanos, acreditamos nisso e naquilo”; “Nós, cristãos, acreditamos numa outra coisa”.

Como todas acreditavam em coisas diferentes, nem todas poderiam estar certas. O homem com o microfone parecia achar que isso não era um problema, e nem tentou fazê-las discutir suas diferenças entre si. Mas não é isso que quero enfatizar no momento. Eu simplesmente quero analisar de onde vieram as crenças. Vieram da tradição. Tradição significa crenças passadas do avô para o pai, deste para o filho, e assim por diante. Ou por meio de livros passados através das gerações ao longo dos séculos. Crenças populares freqüentemente começam de quase nada; talvez alguém simplesmente as invente, como as histórias sobre Thor e Zeus. Mas depois de terem sido transmitidas por alguns séculos, o simples fato de serem tão antigas as faz parecer especiais. As pessoas acreditam em coisas simplesmente porque outras pessoas acreditaram nessas mesmas coisas ao longo dos séculos. Isso é tradição.

O problema com a tradição é que, independentemente de há quanto tempo a história tenha sido inventada, ela continua exatamente tão verdadeira ou falsa quanto a história original. Se você inventar uma história que não seja verdadeira, transmiti-la através de vários séculos não vai torná-la verdadeira! A maioria das pessoas na Inglaterra foi batizada pela Igreja anglicana, mas esse é apenas um entre muitos ramos da religião cristã. Há outras divisões, como a ortodoxa russa, a católica romana e as metodistas. Todas acreditam em coisas diferentes. A religião judaica e a muçulmana são um pouco diferentes; e há ainda diferentes tipos de judeus e muçulmanos. Pessoas que acreditam em coisas um pouco diferentes umas das outras vão à guerra por causa de suas discordâncias. Então você talvez imagine que eles têm boas razões - provas - para acreditar naquilo que acreditam. Mas, na realidade, suas diferentes crenças são inteiramente decorrentes de tradições.

Vamos falar sobre uma tradição em particular. Católicos romanos acreditam que Maria, a mãe de Jesus, era tão especial que ela não morreu, mas ascendeu ao Céu. Outras tradições cristãs discordam, e dizem que Maria morreu como qualquer pessoa. Outras religiões não falam muito nela e, de modo diferente dos católicos romanos, não a chamam de “Rainha do Céu”. A tradição segundo a qual o corpo de Maria foi levado ao Céu não é muito antiga. A Bíblia não diz nada sobre como ou quando ela morreu; aliás, a pobre mulher mal é mencionada na Bíblia. A crença de que seu corpo foi levado ao Céu não foi inventada até cerca de seis séculos após a época de Jesus. No início, só foi inventada, da mesma forma que qualquer história, como “Branca de Neve”. Mas, no transcorrer dos séculos, ela se tornou uma tradição e as pessoas começaram a levá-la a sério simplesmente porque a história havia sido transmitida ao longo de tantas gerações. Quanto mais velha a tradição se tornava, mais as pessoas a levavam a sério. Ela foi por fim escrita como uma crença católica romana oficial muito recentemente, em 1950, quando eu tinha a idade que você tem hoje. Mas a história não era mais verdadeira em 1950 do que quando foi inventada, seiscentos anos após a morte de Maria.

Vou voltar à tradição no fim de minha carta, e olhá-la de outro modo. Mas antes preciso tratar das outras duas más razões para crer em alguma coisa: autoridade e revelação.

Autoridade enquanto razão para crer em algo significa acreditar pois alguém importante ordenou que você acreditasse. Na Igreja católica romana, o papa é a pessoa mais importante, e as pessoas acreditam que ele deve estar certo só porque ele é o papa. Num dos ramos da religião muçulmana, as pessoas importantes são velhos barbados chamados de aiatolás. Muitos muçulmanos se dispõem a cometer assassinatos simplesmente porque aiatolás de um país distante deram essa ordem.

Quando digo que só em 1950 os católicos romanos foram finalmente informados que tinham que acreditar que o corpo de Maria havia subido para o Céu, quero dizer que em 1950 o papa disse que isso era verdade, e então tinha que ser verdade! É claro que algumas coisas que o papa disse ao longo de sua vida devem ser verdade e outras não. Não há nenhuma boa razão para você acreditar em tudo que ele diz mais do que você haveria de acreditar nas coisas que muitas outras pessoas dizem, só porque ele é o papa. O papa atual ordenou às pessoas que não controlasse o número de filhos que vão ter. se sua autoridade for seguida com a obediência que ele deseja, os resultados poderão ser uma terrível escassez de alimentos, doenças e guerras, causadas por superpopulação.

É claro que, mesmo na ciência, às vezes nós mesmos não vemos as provas e temos de acreditar no que foi dito por outra pessoa. Eu não vi, com os meus próprios olhos, que a luz viaja à velocidade de 300 mil quilômetros por segundo. Mas acredito em livros que me dizem qual a velocidade da luz. Isso parece “autoridade”. Mas na realidade é muito melhor que autoridade, porque as pessoas que escreveram o livro viram as provas, e qualquer um de nós pode examinar as provas com atenção no momento que quiser. Isso é muito confortante. Mas nem mesmo os padres afirmam que há provas para a história de que o corpo de Maria subiu para o Céu.

A terceira má razão para acreditar em algo é “revelação”. Se você tivesse perguntado ao papa, em 1950, como ele sabia que o corpo de Maria tinha subido ao Céu, ele provavelmente teria dito que isso lhe fora revelado. Ele se fechou num quarto e rezou, pedindo orientação. Sozinho, ele pensou e pensou, e na sua intimidade teve mais e mais certeza de suas idéias. Quando pessoas religiosas têm uma simples sensação de que algo deve ser verdade, mesmo que não haja provas de que o seja, eles chamam sua sensação de “revelação”. Não só os papas afirmam ter revelações. Isso também acontece com muitas pessoas religiosas. É uma de suas principais razões para acreditar naquilo que acreditam. Mas isso é uma boa razão?

Suponha que eu lhe dissesse que seu cachorro está morto. Você provavelmente ficaria muito triste, e talvez dissesse: “Você tem certeza? Como você sabe? Como aconteceu?”. Suponha então que eu respondesse: “Na verdade, eu não sei se Pepe está morto. Eu não tenho provas. Só tenho uma sensação esquisita, bem dentro de mim, de que ele está morto”. Você ficaria muito zangada comigo por tê-la assustado, porque você sabe que uma “sensação” por si só não é uma boa razão para acreditar que um cachorro está morto. Você precisa de provas. Todos temos sensações e pressentimentos de tempos em tempos, e descobrimos que às vezes estavam certos, às vezes não. De qualquer forma, pessoas diferentes podem ter sensações opostas, então como decidir quem teve a intuição correta? O único jeito de ter certeza de que um cachorro está morto é vê-lo morto, ou ouvir que seu coração parou de bater, ou obter essa informação de uma pessoa que viu ou ouviu alguma prova de que ele está morto.

As pessoas às vezes dizem que devemos acreditar em sensações íntimas, senão você nunca teria certeza de coisas como “Minha esposa me ama”. Mas esse é um argumento ruim. Pode haver muitas provas de que alguém ama você. Durante todo o dia em que você está com alguém que a ama, você vê e ouve pequenas provas, e elas se somam. Não é somente uma sensação interior, como a sensação que os padres chamam de revelação. Há outras coisas para apoiar a intuição: olhares, um tom carinhoso de voz, pequenos favores e gentilezas; tudo isso serve de prova.

Certas pessoas têm forte sensação de que alguém as ama sem que isso esteja baseado em provas, e então é provável que estejam completamente enganadas. Há pessoas com uma forte intuição de que um astro do cinema está apaixonado por elas, mas na realidade o astro de cinema nem sequer as encontrou. Pessoas assim são doentes da cabeça. Sensações íntimas ou intuições precisam ser apoiadas por provas, senão você simplesmente não pode confiar nelas.

As intuições são valiosas na ciência também, mas só para lhe dar idéias que você então testa, procurando provas. Um cientista pode ter um “pressentimento” sobre uma idéia que ele “sente” estar correta. Por si só, isso não é uma boa razão para acreditar nela. Mas pode ser uma razão para passar algum tempo fazendo experimentos, ou à busca de provas. Cientistas usam a intuição o tempo todo para ter idéias. Mas elas não valem nada até que sejam apoiadas por provas. Eu prometi que voltaria à tradição, para examiná-la de outro modo. Quero explicar porque que a tradição é tão importante para nós. Todos os animais são construídos (pelo processo chamado de evolução) para sobreviver no local em que seus semelhantes vivem. Leões são construídos para sobre sobreviver nas planícies da África. O lagostim é construído para sobreviver na água doce, enquanto as lagosta são adaptadas para a vida na água salgada. As pessoas também são animais, e somos construído para viver bem no mundo cheio de... outras pessoas. A maioria de nós não caça para obter comida, como as lagostas ou os leões; nós a compramos de pessoas que, por sua vez, a compram de outras pessoas. Nós "nadamos" num "mar de pessoas". Assim como um peixe precisa das brânquias para sobreviver na água, as pessoas precisam do cérebro que as torna capazes de se relacionarem umas com as outras. Assim como o mar está cheio de água salgada, o mar de pessoas está cheio de coisas difíceis de aprender. Como a linguagem.

Você fala inglês, mas sua amiga Ann-Kathrin fala alemão. Cada um de vocês falam a língua que lhes permite "nadar" no seu "mar de pessoas". A linguagem é transmitida por tradição. Não há outra alternativa. Na Inglaterra, Pepe é um dog. Na Alemanha, ele é ein Hund. Nenhuma dessas palavras é mais correta ou verdadeira do que a outra. As duas foram transmitidas ao longo do tempo, só isso. Para serem boas em "nadar no seu mar de pessoas", as crianças têm que aprender a língua de seu país, e muitas outras coisas sobre se o seu povo; e só quer dizer que elas precisam absorver, como papel mata-borrão, uma enorme quantidade de informações sobre tradições (lembre que essas informações são aquelas passadas dos avós para pais e deste para filhos). O cérebro da criança tem que absorver informações sobre tradições. Não é de se esperar que a criança consiga separar a informação boa e útil, como as palavras de uma língua, das informações ruins e tolas como acreditar em bruxas, demônios e virgens imortais.

É uma pena - mas não deixa de ser assim - que, por serem sugadoras da informação sobre tradições, as crianças possam acreditar em qualquer coisa que os adultos lhes digam. Não importa se seja falso ou verdadeiro, certo ou errado. Muito do que os adultos dizem é verdadeiro e baseado em provas, ou pelo menos sensato. Mas se parte do que é dito é falso, tolo ou até malvado, não há nada para impedir as crianças de acreditarem naquilo também. E quando as crianças crescerem o que farão? Bom, é claro que contarão as histórias para a próxima geração de crianças. Então, uma vez que uma idéia se torna uma crença arraigada - mesmo que seja completamente falsa e nunca tenha havido uma razão para acreditar nela -, pode durar para sempre.Será isso o que aconteceu com as religiões? A crença de que há um Deus ou deuses, crença no Céu, crença em que Maria nunca morreu, que Jesus nunca possuiu um pai humano, que as rezas são respondidas, que vinho se torna sangue - nenhuma dessas crenças é apoiada por boas provas. E no entanto milhões de pessoas acreditam nelas. Talvez isso ocorra porque elas foram levadas a acreditar nessas coisas quando eram tão jovens que aceitavam qualquer coisa.

Milhões de pessoas acreditam em coisas bem diferentes, porque diferentes coisas lhes foram ensinadas quando eram crianças. Coisas diferentes são ditas para crianças muçulmanas e cristãs, e ambas crescem totalmente convencidas de que estão certas e as outras erradas. Mesmo entre cristãos, católicos romanos acreditam em coisas diferentes dos anglicanos ou de pessoas como os Shakers [adeptos da Igreja milênio] ou Quakers, Mórmons ou Holy Rolers, e todos estão plenamente convencidos de que estão certos e os outros errados. Acreditam em coisas diferentes exatamente pela mesma razão que você fala inglês e Ann-Kathrin fala alemão. Ambas as línguas são, em seu próprio país, a língua certa para se falar. Mas não pode ser verdade que religiões diferentes estão corretas em seus próprios países, pois religiões diferentes afirmam que coisas opostas são verdadeiras. Maria não pode estar viva na Irlanda do Sul (um país católico) e morta na Irlanda do Norte (que é protestante).

O que podemos fazer sobre tudo isso? Não é fácil para você fazer alguma coisa, porque você só tem dez anos. Mas você pode tentar o seguinte. Da próxima vez que alguém lhe disser algo que parecer importante, pense: “Será que isso é o tipo de coisa que as pessoas sabem por causa de provas? Ou será o tipo de coisa em que as pessoas acreditam só por causa de tradição, autoridade ou revelação?”. E, da próxima vez que alguém lhe disser que uma coisa é verdade, por que não perguntar: “Que tipo de prova há para isso?”. E, se ela não puder lhe dar uma boa resposta, eu espero que você pense com muito carinho antes de acreditar em qualquer palavra daquilo que foi dito.

De seu querido papai

*******

Perfeito. Orientação maravilhosa pra se dar a uma criança, à uma mente ainda em formação.
Eu queria ter escrito isso. Mas eu não sou Richard Dawkins, né 😀.

*******

Texto original em inglês:


"Good and Bad Reasons for Believing" — by Richard Dawkins

Dear Juliet,

Now that you are ten, I want to write to you about something that is important to me. Have you ever wondered how we know the things that we know? How do we know, for instance, that the stars, which look like tiny pinpricks in the sky, are really huge balls of fire like the Sun and very far away? And how do we know that the Earth is a smaller ball whirling round one of those stars, the Sun?

The answer to these questions is "evidence." Sometimes evidence means actually seeing (or hearing, feeling, smelling...) that something is true. Astronauts have traveled far enough from the Earth to see with their own eyes that it is round. Sometimes our eyes need help. The "evening star" looks like a bright twinkle in the sky, but with a telescope you can see that it is a beautiful ball -- the planet we call Venus. Something that you learn by direct seeing (or hearing or feeling...) is called an observation.

Often, evidence isn't just an observation on its own, but observation always lies at the back of it. If there's been a murder, often nobody (except the murderer and the victim!) actually observed it. But detectives can gather together lots of other observations which may all point toward a particular suspect. If a person's fingerprints match those found on a dagger, this is evidence that he touched it. It doesn't prove that he did the murder, but it can help when it's joined up with lots of other evidence. Sometimes a detective can think about a whole lot of observations and suddenly realize that they all fall into place and make sense if so-and-so did the murder.

Scientists—the specialists in discovering what is true about the world and the universe—often work like detectives. They make a guess (called a hypothesis) about what might be true. They then say to themselves: If that were really true, we ought to see so-and-so. This is called a prediction. For example, if the world is really round, we can predict that a traveler, going on and on in the same direction, should eventually find himself back where he started. When a doctor says that you have the measles, he doesn't take one look at you and see measles. His first look gives him a hypothesis that you may have measles. Then he says to himself: If she really has measles, I ought to see.... Then he runs through the list of predictions and tests them with his eyes (have you got spots?), hands (is your forehead hot?), and ears (does your chest wheeze in a measly way?). Only then does he make his decision and say, "I diagnose that the child has measles." Sometimes doctors need to do other tests like blood tests or X-rays, which help their eyes, hands, and ears to make observations.

The way scientists use evidence to learn about the world is much cleverer and more complicated than I can say in a short letter. But now I want to move on from evidence, which is a good reason for believing something, and warn you against three bad reasons for believing anything. They are called "tradition," "authority," and "revelation."

First, tradition. A few months ago, I went on television to have a discussion with about fifty children. These children were invited because they'd been brought up in lots of different religions. Some had been brought up as Christians, others as Jews, Muslims, Hindus, or Sikhs. The man with the microphone went from child to child, asking them what they believed. What they said shows up exactly what I mean by "tradition." Their beliefs turned out to have no connection with evidence. They just trotted out the beliefs of their parents and grandparents, which, in turn, were not based upon evidence either. They said things like: "We Hindus believe so and so"; "We Muslims believe such and such"; "We Christians believe something else."

Of course, since they all believed different things, they couldn't all be right. The man with the microphone seemed to think this quite right and proper, and he didn't even try to get them to argue out their differences with each other. But that isn't the point I want to make for the moment. I simply want to ask where their beliefs come from. They came from tradition. Tradition means beliefs handed down from grandparent to parent to child, and so on. Or from books handed down through the centuries. Traditional beliefs often start from almost nothing; perhaps somebody just makes them up originally, like the stories about Thor and Zeus. But after they've been handed down over some centuries, the mere fact that they are so old makes them seem special. People believe things simply because people have believed the same thing over the centuries. That's tradition.

The trouble with tradition is that, no matter how long ago a story was made up, it is still exactly as true or untrue as the original story was. If you make up a story that isn't true, handing it down over a number of centuries doesn't make it any truer!

Most people in England have been baptized into the Church of England, but this is only one of the branches of the Christian religion. There are other branches such as Russian Orthodox, the Roman Catholic, and the Methodist churches. They all believe different things. The Jewish religion and the Muslim religion are a bit more different still; and there are different kinds of Jews and of Muslims. People who believe even slightly different things from each other often go to war over their disagreements. So you might think that they must have some pretty good reasons—evidence—for believing what they believe. But actually, their different beliefs are entirely due to different traditions.

Let's talk about one particular tradition. Roman Catholics believe that Mary, the mother of Jesus, was so special that she didn't die but was lifted bodily into Heaven. Other Christian traditions disagree, saying that Mary did die like anybody else. These other religions don't talk about her much and, unlike Roman Catholics, they don't call her the "Queen of Heaven." The tradition that Mary's body was lifted into Heaven is not a very old one. The Bible says nothing about how or when she died; in fact, the poor woman is scarcely mentioned in the Bible at all. The belief that her body was lifted into Heaven wasn't invented until about six centuries after Jesus' time. At first it was just made up, in the same way as any story like "Snow White" was made up. But, over the centuries, it grew into a tradition and people started to take it seriously simply because the story had been handed down over so many generations. The older the tradition became, the more people took it seriously. It finally was written down as an official Roman Catholic belief only very recently, in 1950, when I was the age you are now. But the story was no more true in 1950 than it was when it was first invented six hundred years after Mary's death.

I'll come back to tradition at the end of my letter, and look at it in another way. But first I must deal with the two other bad reasons for believing in anything: authority and revelation.

Authority, as a reason for believing something, means believing in it because you are told to believe it by somebody important. In the Roman Catholic Church, the pope is the most important person, and people believe he must be right just because he is the pope. In one branch of the Muslim religion, the important people are the old men with beards called ayatollahs. Lots of young Muslims are prepared to commit murder, purely because the ayatollahs in a faraway country tell them to.

When I say that it was only in 1950 that Roman Catholics were finally told that they had to believe that Mary's body shot off to Heaven, what I mean is that in 1950 the pope told people that they had to believe it. That was it. The pope said it was true, so it had to be true! Now, probably some of the things that that pope said in his life were true and some were not true. There is no good reason why, just because he was the pope, you should believe everything he said, any more than you believe everything that other people say. The present pope [1995] has ordered his followers not to limit the number of babies they have. If people follow this authority as slavishly as he would wish, the results could be terrible famines, diseases, and wars, caused by overcrowding.

Of course, even in science, sometimes we haven't seen the evidence ourselves and we have to take somebody else's word for it. I haven't, with my own eyes, seen the evidence that light travels at a speed of 186,000 miles per second. Instead, I believe books that tell me the speed of light. This looks like "authority." But actually, it is much better than authority, because the people who wrote the books have seen the evidence and anyone is free to look carefully at the evidence whenever they want. That is very comforting. But not even the priests claim that there is any evidence for their story about Mary's body zooming off to Heaven.

The third kind of bad reason for believing anything is called "revelation." If you had asked the pope in 1950 how he knew that Mary's body disappeared into Heaven, he would probably have said that it had been "revealed" to him. He shut himself in his room and prayed for guidance. He thought and thought, all by himself, and he became more and more sure inside himself. When religious people just have a feeling inside themselves that something must be true, even though there is no evidence that it is true, they call their feeling "revelation." It isn't only popes who claim to have revelations. Lots of religious people do. It is one of their main reasons for believing the things that they do believe. But is it a good reason?

Suppose I told you that your dog was dead. You'd be very upset, and you'd probably say, "Are you sure? How do you know? How did it happen?" Now suppose I answered: "I don't actually know that Pepe is dead. I have no evidence. I just have this funny feeling deep inside me that he is dead." You'd be pretty cross with me for scaring you, because you'd know that an inside "feeling" on its own is not a good reason for believing that a whippet is dead. You need evidence. We all have inside feelings from time to time, and sometimes they turn out to be right and sometimes they don't. Anyway, different people have opposite feelings, so how are we to decide whose feeling is right? The only way to be sure that a dog is dead is to see him dead, or hear that his heart has stopped, or be told by somebody who has seen or heard some real evidence that he is dead.

People sometimes say that you must believe in feelings deep inside, otherwise, you'd never be confident of things like "My wife loves me." But this is a bad argument. There can be plenty of evidence that somebody loves you. All through the day when you are with somebody who loves you, you see and hear lots of little tidbits of evidence, and they all add up. It isn't a purely inside feeling, like the feeling that priests call revelation. There are outside things to back up the inside feeling: looks in the eye, tender notes in the voice, little favors and kindnesses; this is all real evidence.

Sometimes people have a strong inside feeling that somebody loves them when it is not based on any evidence, and then they are likely to be completely wrong. There are people with a strong inside feeling that a famous film star loves them, when really the film star hasn't even met them. People like that are ill in their minds. Inside feelings must be backed up by evidence, otherwise you just can't trust them.

Inside feelings are valuable in science too, but only for giving you ideas that you later test by looking for evidence. A scientist can have a "hunch" about an idea that just "feels" right. In itself, this is not a good reason for believing something. But it can be a good reason for spending some time doing a particular experiment, or looking in a particular way for evidence. Scientists use inside feelings all the time to get ideas. But they are not worth anything until they are supported by evidence.

I promised that I'd come back to tradition, and look at it in another way. I want to try to explain why tradition is so important to us. All animals are built (by the process called evolution) to survive in the normal place in which their kind live. Lions are built to be good at surviving on the plains of Africa. Crayfish, to be good at surviving in fresh water, while lobsters are built to be good at surviving in the salt sea. People are animals, too, and we are built to be good at surviving in a world full of other people. Most of us don't hunt for our own food like lions or lobsters; we buy it from other people who have bought it from yet other people. We "swim" through a "sea of people." Just as a fish needs gills to survive in water, people need brains that make them able to deal with other people. Just as the sea is full of salt water, the sea of people is full of difficult things to learn. Like language.

You speak English, but your friend Ann-Kathrin speaks German. You each speak the language that fits you to "swim about" in your own separate "people sea." Language is passed down by tradition. There is no other way. In England, Pepe is a dog. In Germany he is ein Hund. Neither of these words is more correct or more true than the other. Both are simply handed down. In order to be good at "swimming about in their people sea," children have to learn the language of their own country, and lots of other things about their own people; and this means that they have to absorb, like blotting paper, an enormous amount of traditional information. (Remember that traditional information just means things that are handed down from grandparents to parents to children.) The child's brain has to be a sucker for traditional information. And the child can't be expected to sort out good and useful traditional information, like the words of a language, from bad or silly traditional information, like believing in witches and devils and ever-living virgins.

It's a pity, but it can't help being the case, that because children have to be suckers for traditional information, they are likely to believe anything the grown-ups tell them, whether true or false, right or wrong. Lots of what the grown-ups tell them is true and based on evidence, or at least sensible. But if some of it is false, silly, or even wicked, there is nothing to stop the children believing that, too. Now, when the children grow up, what do they do? Well, of course, they tell it to the next generation of children. So, once something gets itself strongly believed—even if it is completely untrue and there never was any reason to believe it in the first place—it can go on forever.

Could this be what has happened with religions? Belief that there is a god or gods, belief in Heaven, belief that Mary never died, belief that Jesus never had a human father, belief that prayers are answered, belief that wine turns into blood—not one of these beliefs is backed up by any good evidence. Yet millions of people believe them. Perhaps this is because they were told to believe them when they were young enough to believe anything.

Millions of other people believe quite different things, because they were told different things when they were children. Muslim children are told different things from Christian children, and both grow up utterly convinced that they are right and the others are wrong. Even within Christians, Roman Catholics believe different things from Church of England people or Episcopalians, Shakers or Quakers, Mormons or Holy Rollers, and all are utterly convinced that they are right and the others are wrong. They believe different things for exactly the same kind of reason as you speak English and Ann-Kathrin speaks German. Both languages are, in their own country, the right language to speak. But it can't be true that different religions are right in their own countries, because different religions claim that opposite things are true. Mary can't be alive in Catholic Southern Ireland but dead in Protestant Northern Ireland.

What can we do about all this? It is not easy for you to do anything, because you are only ten. But you could try this. Next time somebody tells you something that sounds important, think to yourself: "Is this the kind of thing that people probably know because of evidence? Or is it the kind of thing that people only believe because of tradition, authority, or revelation?" And, next time somebody tells you that something is true, why not say to them: "What kind of evidence is there for that?" And if they can't give you a good answer, I hope you'll think very carefully before you believe a word they say.

Your loving

Daddy

*******
Richard Dawkins é evolucionista; docente no departamento de zoologia da Oxford University; membro do New College. Começou sua carreira de pesquisador na década de 60, como um aluno do etólogo agraciado com o premio Nobel Nico Tinbergen, e desde então seu trabalho tem focalizado principalmente a evolução do comportamento. Desde 1976, quando seu primeiro livro, O Gene Egoísta (The Selfish Gene - 1976), sintetizou tanto a substância como o espírito daquilo que hoje é chamado de revolução sócio-biológica, ele se tornou muito conhecido, tanto pela originalidade de suas idéias como pela clareza com que as expõe. Num livro posterior, O Fenótipo Estendido (The Extended Phenotype - 1982), e numa série de programas de televisão, expandiu a idéia do gene como unidade de seleção. A idéia foi aplicada a uma série de casos biológicos tão diversos quanto a relação entre hospedeiros e parasitas e a evolução da cooperação. Seu livro seguinte O Relojoeiro Cego (The Blind Watchmaker - 1986), é amplamente lido, citado e um dos trabalhos intelectuais de nossa época realmente influente. Ele é também autor do recém-publicado O Rio Que Saía do Éden (River Out of Eden - 1995).

*******


domingo, 17 de julho de 2016

Deus para o sol e a lua

E há pessoas que realmente acreditam que esse livro, a Bíblia, é possuidor da verdade absoluta e inconteste e inspirado por Deus.
Pra começar já há o erro de física astronômica ao afirmar que o sol parou pra que o dia não passasse e com isso escurecesse.
Todos nós, com no minimo o primário, sabemos que os dias e noites ocorrem devido à rotação/movimentação da terra, e não do sol (mas parece que Deus não sabia disso na época que "inspirou" o escritor desse trecho :) ).

Mas, ignorando a física, vamos à motivação de Deus para algo tão fabuloso, alterar tão fantasticamente as leis da física e parar o sol.
Seria para salvar vidas? Para evitar uma catástrofe, para um gesto de amor, de justiça, de misericórdia. Impedir, por exemplo, que uma maré subisse à noite e impossibilitasse que um remédio chegasse a uma criança, pessoa doente e que morreria sem a aplicação em tempo hábil do mesmo?!
Para impedir que alguém fosse injustamente executado ao cair da noite, antes que uma prova/testemunha chegasse e provasse sua inocência...?!

Não, o "nobre, justo, amoroso e divino motivo, foi para que um grupo de homens assassinasse outro grupo de homens, impedindo assim que alguns conseguissem fugir auxiliados pela escuridão noturna. Ou seja para possibilitar um genocídio mais eficaz.
Serio, que tem gente que acredita nisso?!

Claro, como sempre os crentes possuem centenas de "interpretações", para justificar.
Como sempre ocorre quando é alguma merda, algo do mal, não aceitável à qualquer um com um minimo de humanidade no coração.

E como tal fenômeno não é citado, registrado, documentado em mais nenhum outro lugar/livro/texto confiável, sério da época que não a Bíblia??? Eu acho esse fenômeno, parar o sol, mais impressionante até do que a abertura do mar vermelho, que é muito mais famosa. E duvido que não fosse registrado por mais pessoas da época caso tivesse mesmo ocorrido (Se existe registro desse fenômeno fantástico em algum outro lugar, por favor me enviem a fonte.)

Segue a passagem da bíblia, e logo após um link para um vídeo destinado a doutrinar crianças que ilustra essa "bela" passagem (e do qual extraí as imagens):

"12 No dia em que o Senhor entregou os amorreus aos israelitas, Josué exclamou ao Senhor, na presença de Israel: "Sol, pare sobre Gibeom! E você, ó lua, sobre o vale de Aijalom!

13 O sol parou, e a lua se deteve, até a nação vingar-se dos seus inimigos, como está escrito no Livro de Jasar. O sol parou no meio do céu e por quase um dia inteiro não se pôs.

14 Nunca antes nem depois houve um dia como aquele, quando o Senhor atendeu a um homem. Sem dúvida o Senhor lutava por Israel!"
Josué 10:12-14 - VT

Vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=TRbldaKqRj4
















sábado, 23 de abril de 2016

IMC Mod MMC MDC


Segue link para baixar um programa que eu mesmo fiz pra Windows:

https://www.dropbox.com/s/2jlpxoo0e6ezmdq/immm.zip?dl=0

Se puder, instale e me de um retorno do que acha dessa obra-prima, que vai fazer a indústria de software tremer nas bases :) ... É pequeno, 465 Kb e simples (apenas pra eu estudar/treinar o desenvolvimento de softwares com interface gráfica).
É só o começo do fim do reinado da Microsoft, Google, Apple,... :) ...

Informações:
imcModMmcMdc, é um programa, para Windows (pretendo fazer uma versão pra smarthphones), que calcula:

- O IMC (Índice de massa corporal);
- O Mod (Resto da divisão entre dois números inteiros);
- O MMC (Mínimo múltiplo comum, entre dois números inteiros);
- O MDC (Máximo divisor comum, entre dois números inteiros).

Para instalar, descompacte e execute o arquivo setup.exe que está dentro da pasta immm.
Apos instalado, pode ser desinstalado via Painel de Controle/Programas e Recursos.

Pretendo, ainda, dar uma lapidada no programa, tentar melhorá-lo, tanto em sua interface, quanto em suas funcionalidades.

Tela do programa:











ATENÇÃO:
Ao instalar o programa, o Windows exibirá uma mensagem alertando que não possui informações sobre a fonte/desenvolvedor do programa e que o mesmo pode ser potencialmente arriscado ao seu sistema. Isso é normal para softwares que não tenha sido certificado pela Microsoft; Apenas ignore e instale (caso se interesse), pois essa mensagem  ocorre por eu não ser um desenvolvedor conhecido e quer tenha sido certificado pela Microsoft.
Não é um vírus ou qualquer malware, mas nunca confie em fontes desconhecidas (o que não falta é gente do mal nesse mundo) certifique-se por você mesmo submetendo o programa ao seu antivírus.

*******
Informações adicionais:

IMC:

Para o cálculo de IMC, utilize vírgula pára separar a casa decimal (e não ponto). Exemplo:

Peso: 78,4
Altura: 1,75


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Star Wars 7 - O Despertar da Força - Analise

ATENÇÃO: SPOILERS - NÂO LEIA SE AINDA NÃO ASSISTIU À STAR WARS, EPISÓDIO 7, O DESPERTAR DA FORÇA -

Inicialmente dizer que gostei de novamente imergir no universo Star Wars, com esse Episódio 7 - Despertar da Força.
A saga tem um apelo emocional, afetivo, muito mais que racional, para mim. cresci assistindo-a nos cinemas.
Sim, vi todos no cinema. Sim, estou velho :( . Sim, sou velho e gosto de Star Wars, e daí? :) O que você tem com isso? :) .
E sim gostei desse novo episodio,... mas com ressalvas, bastantes ressalvas.
Vamos a elas.
Primeiramente, o episódio 7 é uma refilmagem do episódio 4 (Uma nova esperança). Cantei essa pedra há meses, e meio que já esperava por isso.
Publiquei isso há aproximadamente um mês antes da estreia nos cinemas em 17/12/2015:

"Particularmente, acho que a historia já se esgotou (O próprio George Lucas, também. Ele disse que o arco de Star Wars já havia se fechado. Disse,tbm, que Star Wars era sobre a tragedia de Darth Vader, sua
origem, ascensão, queda e redenção.).
Mais uma guerra contra o Império?
Jedi vs Sith?
Mais um Jedi aprendiz e seu mestre?
Enfim, acho que vai vir mais do mesmo, com uma roupagem nova, uma refilmagem com variações...
Mas, de todo modo, o universo Star Wars é bem divertido... e irei checar sem muitas expectativas... afinal feijão com arroz, mesmo que repetidamente, não deixa de ser gostoso... Emoticon smile
Mesmo com essas ressalvas, também sou fã da saga, cresci assistindo-a. Gosto muito, é uma distração, escapismo, um relax da dura realidade. Uma forma de visitar mundos, conhecer seres, afora o espetáculo
tecnológico, visual, sonoro, que sempre foi marca registrada de Star Wars, e um dos seus principais atrativos (senão o maior) ... enfim, um pouco de fantasia faz bem pra saúde... :) "

Então já esperava por uma especie de refilmagem disfarçada, da trilogia original. Que viria disfarçada de homenagem, de citação, referencia respeitosa aos episódios anteriores, etc.
Só não esperava algo tão escancaradamente repetido.
O filme é praticamente uma refilmagem do episódio 4.
Tá praticamente tudo lá (com ligeiras modificações):
- Começa com um robozinho que possui uma informação vital para a derrota do império... ooops... da Primeira Ordem;
- Esse robozinho acaba indo parar em um planeta desértico, pobre;
- acaba sendo encontrado por um(a) jovem,de vida simplória, totalmente improvável de um dia vir a ser alguém importante, que virá mais tarde a descobrir que possui a força;
- Esse(a) jovem acaba sendo envolvida na luta contra os tiranos da galaxia, embora inicialmente relute e não queira participar;
- Ele(a) Acaba encontrando um companheiro que irá auxilia-la (Finn); e um antigo guerreiro mais velho, experiente e calejado nessa batalha, que será seu guia (Han Solo);
- Temos um novo Darth Vader, um novo Imperador, uma nova estrela da morte;
- Um novo imperador?? Sério??
- Um novo ataque a essa nova estrela da morte, para destruí-la, e impedi-la de destruir planetas, inclusive com contagem regressiva indicando quanto tempo falta para a mesma ficar operacional e apta à destruir planetas, ou ser destruída antes que possa causar tal tragedia, e tendo que acertar um alvo reduzido da mesma;
- Um assassinato de um personagem querido e importante, que causará grande impacto no protagonista e, espera-se, nos espectadores (Obi Wan Kenobi no episódio 4);
- Tem até uma cena numa taverna, recheada de seres alienígenas;
- Etc., etc.,.

Putz! Esperava uma homenagem aos episódios anteriores (e seria bem vinda, com um sorriso nos lábios), mas não praticamente uma refilmagem, quase que idêntica ao episódio 4, com pitadas do episódio 5 (Império Contra-Ataca).
Tá lá toda a "Jornada do Herói" descrita por Joseph Campbell em 1949, no livro "The Hero with a Thousand Faces" ("O Herói de Mil Faces"), que George Lucas já adotara na trilogia original
Veja no link abaixo o conceito da "Jornada do heroi":

https://pt.wikipedia.org/wiki/Monomito

De boa?! Soou muito mais como um reboot pra angariar novos fãs adolescentes para a saga.
Já pra quem, como eu, já é um veterano da saga e a acompanha desde o principio ( há muito tempo atrás...), é uma mera refilmagem.
Putz, não queria rever o que já conheço de cor e salteado. Queria algo novo, um prosseguimento a partir dos acontecimentos de "O retorno do Jedi".

Agora uma das coisas que mais me incomodou nessa refilmag... oops... nesse episódio 7, foi a velocidade com que as personagens ficaram apegadas e profundamente afeiçoadas por outras que elas acabaram de conhecer. A ponto de arriscar a vida um pelo outro,como se fossem amigos de anos, de batalhas, lutas travadas juntos, de dividas afetivas,... Enfim, Soou totalmente inverosímel o fortíssimo apego, amor da Rey pelo Finn ( e dele por ela), entre ela e o Solo, e principalmente entre o Finn e o piloto Poe Dameron, que dá um abraço tão caloroso de afeição, de alivio, de amizade profunda quando se reencontram, como se tivessem crescidos e lutado pela sobrevivência desde o berço; e no entanto mal passaram um dia juntos.
Ao menos na trilogia original, essa relação é construída de forma mais parcimoniosa, gradativamente, de forma mais coerente com a realidade, ocorre ao longo da jornada da vida, das vivencias, das lutas...

Outra coisa (Putz, parece que eu odiei o filme, né :):
Jedis "vazam" por qualquer problema mais grave... Quando são mais precisos, eles se retiram amarguradinhos, e deixam expandir exatamente o mal, que, se eles permanecessem e lutassem, poderiam evitar. Pô, em geral eles estão no auge da força, com sua capacidade de presciência, e ao invés de ao cometerem um erro, ou perceber algo potencialmente perigoso, já cortarem pela raiz esse mal incipiente, ou ao menos ficar e lutar contra o mesmo, minimizando ao máximo os males que possam ocorrer,... eles caiem fora doidínhos para um retiro, e deixa o mal se alastrar e milhões se fuderem... Legal, né?
Mas, parece que meio vaidosamente, preferem deixar muita desgraça ocorrer, muita morte, para só depois surgirem heroicos, salvadores, messiânicos e salvarem o restante e derrotarem o mal.
"Atitude de Jedi, essa não é."
Ocorreu no 4 com Obi Wan kenobi, no 5 com Yoda, para somente no Retorno do Jedi, os Jedis, vivos ou mortos, restaurarem a paz.

 Achei Forçação de barra fazerem Han e Leia estarem brigadinhos, para novamente terem suas "querelazinhas" ...

Aliás, os personagens antigos, estão fazendo basicamente o mesmo papel e passando pelas mesma situações da 1ª trilogia, parece que entraram numa maquina do tempo em o Retorno do Jedi (é "do" Jedi, sim) e voltaram para uma Nova Esperança, só que envelhecidos (menos Chewbacca, que parece usar excelentes cremes para se manter jovial :) ), Han Solo volta a ser o contrabandista malandro e "safo", Leia volta a ser a líder rebelde, Chewie o amigo fiel. Eles não evoluíram como pessoas, em status social, ... enfim, o tempo parou pra eles.

E como ninguém percebeu o surgimento de algo tão poderoso como a primeira ordem? Algo tão monstruoso, abrangente, onipresente?? Após o Retorno do Jedi, foram todos da republica tirar férias em Alcobaça???
Será que ninguém achou estranho, aquele dois novos stortroopers fazendo ronda na esquina? E aquele novo Tie Figther sobrevoando a cidade?
Ninguém monitora novas armas capazes de "apenas" sugar TODA a energia de estrelas e "só" destruir planetas??? Aqui quando um país começa a estocar urânio já começa a ser questionado, vigiado, monitorado, cercado...

E a morte de Han Solo?! Prematura ao meu ver, tendo como objetivo simplesmente causar o mesmo impacto , trauma emocional que a revelação que Darth vader era pai de Luke causou em Império Contra-Ataca. Queriam ter algo tao marcante quanto, para causar um apelo emocional, aprisionar os novos adeptos pela tragedia, algo pelo que chorarem.

E a velocidade com que Rey passa já a dominar a força? Mal descobre que possui a força, e minutos depois já tá controlando a mente de outros.

Aliás, tudo ocorre inverossimelmente muito rápido nesse episódio 7.

Ah! E não sou físico, mas acho que um dispositivo/obra não consegue sugar/estocar toda a energia de uma estrela, e o desaparecimento da mesma traria sérias consequências à todos os corpos que estivessem em sua área de abrangência gravitacional, inclusive ao próprio dispositivo/obra planeta que lhe sugou a energia...
Neil DeGrasse Tyson, também achou "estranho" essa "solução" :) :

In @StarWars #TheForceAwakens, se você sugar toda a energia de uma estrela pro seu planeta, seu planeta iria vaporizar.




In , if you were to suck all of a star’s energy into your planet, your planet would vaporize.

https://twitter.com/neiltyson/status/679001666138431488?ref_src=twsrc%5Etfw

 
Ah! E por fim (ainda teria muito mais detalhes a criticar, mas...) : como, por que casseta, alguém consegue entender exatamente o que os robozinhos falam, com seus bips e apitos??!! (Mas, ok, isso vem desde a primeira trilogia :). Ah! E o alfabeto de Chewie não é exatamente o mais compreensível do universo, também :) ).

Bem, depois dessa demonstração de "amor" pelo novo episódio, vamos ao que gostei:
Acho, que pra quem não conhece a trilogia original, ou fizer um esforço pra ignorá-la, esse episodio é bem legal, com falhas, claro, mas bem divertido.
Tecnicamente, mantem o padrão Star Wars, de sempre trazer a nata do momento em termos de efeitos visuais, sonoros.
Traz um vilão, Kylo Ren, bastante assustador e mais multifacetado, instável, conflituoso, que o Darth Vader do episódio 4.
E a força, principalmente do lado sombrio, nunca esteve tão sombria e poderosa. As sequencias em que se faz uso da força, são poderosas, fortes, impressionantes.
BB-8 é bem mais carismático do que R2D2 (desculpe, R2D2...).
Rey é uma personagem e atriz carismática, belíssima, e convincente como Jedi em potencial.
As lutas com sabre de luz são ótimas.
As sequencias de lutas com os sabres de luz serem realizadas em cenários "reais"; em meio a árvores, neve, terra, em lugar de cenários digitalizados de naves ou palácios irreais, tornou as sequencias mais verossímeis, convincentes.
E, surpreendentemente, gostei demais do Skywalker envelhecido de Mark Hammil. Conseguiu, sem dizer uma única palavra, passar todo peso dos anos de luta, das angustias, dos erros cometido. Uma expressão ao mesmo tempo triste, sofrida, amarga, envelhecida pela dor, mas também forte, poderosa, de inspirar respeito, poder, de sentir que ali está um ser poderoso, a se temer.
Valeu Mark Hammil!! Que sabe que esse foi e será o papel da sua vida, que tudo que ele tem e é deve a esse Jedi: Luke Skywalker.
Espero que o ator e a personagem, façam jus à essa primeira impressão nos próximos filmes.
Enfim, sim, eu vou acompanhar a nova trilogia, no cinema, como todos os outros (enquanto a força estiver comigo :) ).
 

 **********

P.S. Atualização em 30/12/2015:

Ainda sobre Star Wars - Ep. 7 (gosto, mas sou chato :) )

Só agora saquei pq não quiseram aproveitar nenhuma ideia do George Lucas pro episódio 7. ... Eh pq eles resolveram usar (roubar) as ideias todas, que ele criou pros filmes anteriores... refilmaram o ep. 4 com pitadas do ep. 5... :)

Tá tudo la: um império do mal, imperador, Darh Vader, robozinhos, estrela da morte, Jedi em potencial, Jedis, Siths, a Força, sendo considerados mitos, etc, etc, etc, ... uau..

Grande "criatividade" do J.J. Abrams [ou de quem quer que seja(m) o(s) "autor(es)" desse "original"]...

Se gritar pega ladrão... :) :) :)

Qual será o subtitulo do Episódio 8? "A Primeira Ordem Contra-Ataca" ??? :) :) :)

Lucas deve tá pensando:... se era pra apresentar isso... bastava reexibir meu primeiro filme de Star Wars.. iriam poupar milhões... :) :) :) ...

Metem o pau na 2ª Trilogia (Ep. 1, 2, 3), as historias podem até serem ruins (não acho tão pavorosas, assim), mas são dele, e original, no mínimo historias novas, e não meras refilmagem...

#Episodio8VoltaLucas

Que a força esteja com vcs. Ela esta com LUCAS... 💪 :)

:) :) :)

***********
Via Edson Kunde:
"Star Wars resumo: gente que nunca manejou a nave ou a arma manejando melhor do que gente treinada para manejar a nave ou arma."
***********

George Lucas critica “Star Wars: O Despertar da Força”

O criador de Star Wars, disse o seguinte: “Eles quiseram fazer um filme retrô. Eu não gosto disso. Em todos os filmes eu sempre trabalhei duro para fazer um diferente do outro. Eu os fiz completamente diferentes, com planetas diferentes, naves diferentes, tudo para torná-los novos”.

Veja mais em:

http://ocapacitor.uol.com.br/cinema/nota-george_lucas_critica_%E2%80%9Cstar_wars__o_despertar_da_forca%E2%80%9D-12828.html

***********

Via Renato Silveira:

 Cara, eu reconheço todas as estratégias do Abrams em remeter ao filme de 1977, mas não me incomodei a ponto de não aproveitar a experiência de ver um bom filme da saga depois de tanto tempo. Ele não é o único que tem feito isso, é uma tendência (vide Jurassic World, vide Marvel, vide O Hobbit etc.), mas, claro, não serve de desculpa. Poderia muito bem ter feito um filme totalmente original, mesmo que seja bem difícil, convenhamos, já que nem o de 1977 é 100% original (vem de arquétipos da literatura e do próprio cinema). Enfim, eu compreendo a sua frustração, mas eu achei o filme bem massa, muito bem executado e gostei muito mais de vê-lo do que os três episódios do Lucas, que por mais histórias "novas" que tenham, são filmes chatos e quadrados, que caem a cada revisão.

Via William Will:

Sem querer levantar polemicas, nem iniciar uma discussão  "boba", e muito menos "vencer" o debate, mas apenas pontuar o quanto esse episódio 7 sugou do episodio 4 (sob a mascara de homenagem, referencia), há até a rivalidade entre dois oficiais/lideres no núcleo dos vilões:
Darth Vader vs Grand Moff Tarkin (Peter Cushing) e Kylo Rem vs General Hux.

Ah!!! É "homenagem" demais pro meu gosto.. :)...

Veja, até gostei desse novo filme; diverte, tem seus bons momentos originais (é o mínimo, tbm, a se esperar, né?!  Pois tbm, seria cara de pau demais refilmar fotograma por fotograma dos filme anteriores, né?!). Quem não acompanha a saga desde o princípio (principalmente os bem jovens, provavelmente vão adorar) , mas de boa?! Tá mais pra refilmagem do que pra prosseguimento.

"Todos os grandes filmes já foram feitos"
- Peter Bogdanovich -

Não concordo totalmente com essa frase do Bogdanovich (feita no final dos anos 1960), embora concorde que é difícil ser 100% original, principalmente quanto mais o tempo passa e novas obras vão sendo feitas; mas acho que dá pra se contar histórias diferentes, mesmo se mantendo dentro de uma moldura pré estabelecida...

Tô meio cansado de revivals, remakes, reboots, "homenagens", refilmagens, reciclagens,... Até por isso meio sem gosto pra maioria dos filmes de super-heróis, que acabam sendo praticamente idênticos, só mudando o nome que vem após o "Super- ", ou apos o "Homem- " :)  .
Mais afim de ouvir histórias novas, mesmo que "novas" entre aspas... :) ...

Enfim... :)

***********

Talvez esse fosse o cartaz e título mais adequado a esse novo episódio :):



















Brincadeira feita pelo ilustrador Robert Pierce.

E apenas para nosso deleite, algumas fotos de Daisy Ridley:

" - Pode usar sua força a vontade, em mim, sua Jedi linda!! ;)  "

 

 









sábado, 12 de dezembro de 2015

Gerenciador de Área de transferência

Ditto Portable - Gerenciador de Clipboard (Área de transferência) para Windows. Gerenciador e extensor da Área de transferência. Ditto é uma extensão para a área de transferência padrão do Windows. Ele salva cada item colocado na área de transferência, permitindo-lhe acesso a qualquer um desses itens em um momento posterior. Ditto permite que você salve qualquer tipo de informação que pode ser colocado na área de transferência: texto, imagens, HTML, e muito mais. Baixe a versão portátil em: http://portableapps.com/apps/utilities/ditto_portable A versão portátil permite que você a salve em um pendrive e a execute diretamente do mesmo (ou cartão de memória, etc) e a use em qualquer computador compatível sem necessidade de instalar no computador. A versão instalável pode ser baixada em: http://ditto-cp.sourceforge.net/ Gerenciador da área de transferência (clipboard, no inglês). Permite que você deixe salvo na área de transferência inúmeros dados, ao invés de apenas um (o mais recente), salvos via comandos Copiar, Recortar, e escolha qual deseja Colar. INFORMAÇÃO: Área de transferência (Clipboard, em ingês - conhecida popularmente como copiar e colar) é um recurso utilizado por um sistema operacional para o armazenamento de dados para transferência entre documentos ou aplicativos, através das operações de Cortar, Copiar e Colar. (Fonte: Wikipedia)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Prancha - Abdominal


Prancha pra secar barriga


Já ouviu falar no exercício da prancha? 
Pois é esse mesmo que lhe proponho a realizar uma vez por dia durante 30 dias.
Mantenha-se parado na posição da imagem.
Resultado: barriga seca

Dia 1 - 20 segundos
Dia 2 - 20 segundos
Dia 3 - 30 segundos
Dia 4 - 30 segundos
Dia 5 - 40 segundos
Dia 6 - Descanso
Dia 7 - 45 segundos
Dia 8 - 45 segundos
Dia 9 - 60 segundos
Dia 10 - 60 segundos
Dia 11 - 60 segundos
Dia 12 - 90 segundos
Dia 13 - Descanso
Dia 14 - 90 segundos
Dia 15 - 90 segundos
Dia 16 - 120 segundos
Dia 17 - 120 segundos
Dia 18 - 150 segundos
Dia 19 - Descanso
Dia 20 - 150 segundos
Dia 21 - 150 segundos
Dia 22 - 180 segundos
Dia 23 - 180 segundos
Dia 24 - 210 segundos
Dia 25 - 210 segundos
Dia 26 - Descanso
Dia 27 - 240 segundos
Dia 28 - 240 segundos
Dia 29 - 270 segundos
Dia 30 - Aguente o máximo de tempo possível!!

barriga seca \,,/

Posso afirmar por experiência própria que funciona. Pelo menos comigo (mas cada pessoa tem suas próprias características, né!?).
Tenho feito há uns 40 dias e noto claramente, hoje, a redução do volume abdominal e ganho de tônus muscular.
Nunca fui gordo ou barrigudo, sempre pratiquei exercícios físicos, desde a adolescência mas estava com um ligeiro volume/acumulo de gordura no abdômen (ainda há um pouco), fruto da idade :) e da diminuição da prática de atividades físicas de forma mais intensa como fazia até uns 10 anos atrás (embora, ainda hoje, me exercite e faça muita caminhada; só pego condução se a distancia for muito grande e/ou o tempo for curto), e também procuro me alimentar de forma saudável e pouco.

Então, por falta de tempo, resolvi tentar essa prancha, e to sentindo melhoras significativas.

Mas não tô seguindo o roteiro da postagem, não. Eu faço assim:
- Seguro de manha por 90 segundos (1 minuto e meio), e ao longo do dia faço outras vezes de no minimo 1 minuto (mas faça de acordo com os seus limites);

- e faço varias vezes ao dia: de manha logo após levantar da cama, de tarde antes do banho, e à noite.

- Como disse, faço no mínimo por 1 minuto, e vou até quanto aguentar. Meu máximo até agora foi 2:30 minutos (pretendo chegar, ao menos uma vez, nos 4,5 minutos da postagem).

De todo modo, o mais eficaz é ir subindo o tempo. Se restringir apenas aos 20 segundos iniciais, não creio, irá trazer benefícios significativos. Mesmo que não se alcance os 4:30 min (o que é bem difícil), busque ir aumentando gradativamente, à medida que for for ficando mais fácil o tempo anterior. Eu nunca faço menos que um  minuto à cada vez ( e como disse, faço ao menos 3 vezes por dia)

E resolvi fazer pros oblíquos laterais (músculos das laterais da barriga) também. Deito de lado, prendo o pé em algo (o guarda-roupa serve aqui :), e ergo o tronco, sem deixar apoia-lo em nada, ficando suspenso, seguro apenas pelos músculos laterais, e seguro o quanto aguentar (tenho feito no mínimo 30 segundos para cada lado).

Bem, é isso. Espero que seja útil,e "bora" secar a barriga.

Claro (creio), que varia de pessoa pra pessoa e depende de outros hábitos, tbm. Acho que alimentação conta muito. Não creio que só esse exercício baste se a pessoa se entope de porcarias engordativas. E nem acho que um mês só seja suficiente pra secar qualquer barriga. Mas to gostando e notando uma melhoria.
Enfim, comigo tá dando resultado, perdi volume abdominal, e já está apresentando as marcas de "tanquinho" no abdomen.



quarta-feira, 11 de março de 2015

Não se iluda

Não se iludam, estamos sós.

Não se iludam, esperando que algum Ser superior irá intervir em sua vida, que irá corrigir as injustiças, que irá recompensa-lo, que sua hora ainda está por vir, que basta ter fé, e aguardar que o melhor está por vir, pela intervenção desse Ser (ou Seres). Senão nessa vida, em outra (puramente hipotética, e fruto apenas do desejo e medo que temos de não sermos eternos).

Não se iluda achando que há algum Ser (do bem, ou do mal), gerindo nossas vidas, nosso mundo. Não perca tempo precioso (que não retorna, e pode não haver "segundas" chances)  e/ou tome decisões, ou deixe de tomar, em função dessa "verdade" ilusória. Infelizmente não há, estamos por nossa conta, ou no mínimo não há certeza disso.

Em geral ricos têm varias chances, podem tentar várias vezes até acertar.
Pobres não costumam ter segundas oportunidades. Se falhou, se não abraçou a oportunidade quando ela se apresentou?! Já era, nunca mais. Vide nossas cadeias, cheias de "milionários", mães solteiras adolescentes "ricas", mendigos "abastados", favelados "doutores", etc.,  né!?

Oriente sua vida pela dúvida. Seja correto, ético, honesto, solidário com  o próximo, dentro das suas possibilidades. Ajude o próximo, mas não se esqueça de você mesmo. Cuide de si mesmo, também. Ajude, mas também se ajude, buscando o melhor para todos, em função de melhor qualidade de vida à todos, incluindo você.
Seja o mais correto que puder, busque ser justo, ético; que se houver tal Ser, não há motivo algum para teme-lo (se o mesmo for mesmo justo e amoroso); e senão, você terá vivido uma vida correta, do bem, de quem buscou a felicidade, sua e do próximo.

As vezes deixamos de tomar certas atitudes, decisões, escolhas, por medo, por covardia, por falta de discernimento, ou por incertezas mesmos. Mas também por acharmos que há Alguém no comando, que Ele irá, no fim, trazer o melhor resultado. Por acharmos que não precisamos fazer nada, é só deixar nas mãos Dele. Sinto muito, isso não é uma verdade incontestável. Se você não agir, não buscar você mesmo a melhor resposta,corre o risco de ser injustiçado, de ser lesado, sem nenhum Interventor que corrija isso, que lhe recompense, que repare as injustiças, que lhe dê os seus direito. Você Vai se dar mal e fim.

Cabe a nós as rédeas de nosso destino, e ainda assim com limitações advindas de "n" variáveis, tais como; origens humildes ou ricas, acesso à educação, saúde, inteligência pessoal, temperamento, suporte de familiares, amigos, sorte, acaso, o inesperado (tanto bom, quanto ruim), e um longo etc,.

Infelizmente há pessoas que passarão uma vida inteira de privações, sem nenhuma compensação por isso. Serão sempre pobres, desafortunadas, por mais que não mereçam tal destino, por mais que trabalhem. Infelizmente. E nem sempre só o trabalho árduo é suficiente para ascender em qualidade de vida. Não basta só trabalhar, é preciso trabalhar "certo". Você precisa buscar por uma fonte renda que lhe proporcione ascensão; e de sabedoria, bom senso no agir. Se qualifique, estude, adquira novos conhecimentos, talentos úteis, rentáveis, empreenda, busque alternativas.
Mas não é fácil. Só isso não é garantia de sucesso (embora aumente as chances).

Nem sempre temos opções, oportunidades, forças. Podemos tomar decisões erradas e piorarmos ao invés de melhorar. Não há receita de bolo. É um risco. Mas também não há destino traçado, imutável, para ninguém, traçado por nenhum Ser. Você pode tanto ter sucesso na vida (e não associo sucesso apenas a ter muito dinheiro, embora em nossa forma de organização social/econômica, ele seja quase imprescindível), como ser um fracasso.

Mas até onde podemos nos certificar, depende de você; você está por sua própria conta. Todos estamos. Tenha consciência disso e se guie a partir dessa premissa. Ilusão, desejo, não torna nada real.
Levanta-te e ande! :)



terça-feira, 3 de março de 2015

Frases

Coletânea de frases de minha autoria ou de outrem. 
As frases de terceiros estarão creditadas (ou citarei quando eu não souber ou for de autoria desconhecida.)
******* 

"Estamos continuamente esperando para sermos felizes no futuro.
E o futuro nunca chega"
- Sam Harris - 

=======

" O maior tesouro que se pode dar aos filhos: Estudo/Educação."


======= 

"Não à competição; sim à cooperação. 
Competição leva à vitória de um, cooperação leva à vitória de todos."


======= 

Faça o bem ao próximo, e estará fazendo o bem a você mesmo.
[ Do good to others, and will be doing the good to yourself.]


======= 

Algumas pessoas vão te amar pelo que você é,
e outras, vão te odiar pelo mesmo motivo...
Acostume-se! Impossível agradar a todos!


[Some people will love you for who you are,
and others will hate you for the same reason ...
Get used to it! Impossible to please everyone!]


(desconheço o autor)

======= 


" Disse uma folha de papel branco :
“Pura fui criada e pura permanecerei para sempre.
Antes ser queimada e convertida em brancas cinzas, do que suportar que a negrura me toque ou o sujo chegue junto de mim”.
O tinteiro ouviu o que a folha de papel dizia, e riu-se em seu escuro coração. Mas não ousou aproximar-se dela. E os lápis multicoloridos ouviram-na também, e nunca se aproximaram dela.
E a folha de papel, branca como a neve, permaneceu pura e casta.
Para sempre.
Pura…
Casta…
E vazia…. "
[ Gibran Khalil Gibran ]

======= 

"Confie naqueles que buscam a verdade, mas duvide daqueles que dizem que a encontraram".
(Desconheço o autor)


=======